30/10/2009




Evangelização Infanto-juvenil






I - Trabalhadores de Jesus



A mais importante mudança que o Espiritismo pode fazer em nossa vida é a transformação, para melhor, em nossa conduta, nossa maneira de pensar e agir. É a nossa reforma íntima, porque para nós adultos, que já temos valores cultivados ao longo dos anos, é necessária a alteração de hábitos. A Evangelização Infanto-juvenil é muito importante porque a infância/juventude, quando a criança (o jovem) está edificando valores no espírito reencarnado, é o melhor momento para assimilar bons valores, com o propósito de tornar-se um adulto educado para a prática do bem.

Além de participar do Grupo de Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita, é importante que o evangelizador, dentro do possível, leia livros ou artigos sobre educação infantil e o processo de desenvolvimento da criança (do jovem), sob a ótica espírita e psicológica. O conhecimento da mente e dos interesses infanto-juvenis auxiliam na organização das aulas, esclarecendo a realidade e o grau de evolução mental e espiritual dos evangelizandos.

A dedicação ao trabalho e o amor pelas crianças são itens básicos à tarefa de evangelizar crianças e jovens. Aliado a isso, o evangelizador deve ter consciência da importância do seu trabalho, preparando as aulas com antecedência, harmonia e muito entusiasmo.

O compromisso do evangelizador não é com o DIJ, nem com o Centro Espírita; o compromisso do evangelizador é com Jesus, pois cada evangelizador é um Trabalhador de Jesus.





III – Dicas para o evangelizador



Não esperar sentir-se totalmente preparado para iniciar a evangelizar. No início, o trabalhador não se sente totalmente preparado, apto para a tarefa. Importante conhecer os conteúdos ministrados (se a aula for sobre prece, por exemplo, ler sobre o assunto) e dedicar-se para realizar o seu melhor. Assim, a cada aula que é preparada, o primeiro a evangelizar-se é o evangelizador. Ler sobre evangelização, pesquisar métodos utilizados, técnicas de aprendizado, saber mais sobre a fase da infância com a qual trabalha, trocar idéias com evangelizadores mais experientes, participar de cursos promovidos pelo DIJ e pelo DAFA também são atitudes que muito auxiliam.



Superar as dificuldades. Os espíritos que não desejam que a importante tarefa da evangelização prospere (encarnados e desencarnados) utilizam-se de vários acontecimentos para que o evangelizador não vá, desista ou chegue atrasado, desarmonizando o trabalho, como por exemplo chantagem de filhos, brigas domésticas, etc. Mas não se deve colocar a responsabilidade nos espíritos, pois o evangelizador deve organizar-se e fazer escolhas, pois sempre haverá oportunidades para fazer outras atividades no horário da evangelização.



Persistir na tarefa. O evangelizador pode ter, durante a preparação das aulas ou mesmo durante a evangelização, pensamentos de essa atividade não é importante, que qualquer um faria, que não vale a pena continuar, que não está preparado, que é muito difícil, enfim, idéias que o levem a pensar em desistir. É verdade que se aquele evangelizador não prosseguir no trabalho outro o fará; porém, se a tarefa foi confiada a determinada pessoa, ela deve realizá-la, sem se deixar influenciar por idéias de espíritos que não desejam a continuidade do bem.



Ser evangelizador 24 horas por dia. Estar sempre atento a novas técnicas que possa utilizar na evangelização. O dia-a-dia apresenta inúmeras idéias de técnicas, materiais diferentes, sucatas possíveis de utilização na evangelização. Mas para perceber é preciso estar ligado, atento, ou seja, ser evangelizador 24 horas por dia. Importante, também, é ter um local próprio para guardar os materiais e anotar as idéias que forem surgindo.



Harmonizar-se. Ter um horário pré-determinado para preparar as aulas, fazer uma prece para harmonizar-se, iniciando no horário previsto são atitudes que facilitam o trabalho de encarnados e desencarnados. Importante confiar na espiritualidade superior, que sempre orienta e intui quem se dispõe a trabalhar com disciplina, entusiasmo, determinação, fé e amor.



Adequar as técnicas a serem utilizadas. Conhecimento acerca da realidade das crianças e do conteúdo a ser desenvolvido auxilia na adequação das técnicas a cada realidade. Todas as atividades desenvolvidas em sala de aula devem ser adequadas à idade das crianças, pois em cada fase da infância os evangelizandos têm diferentes interesses e percepções da realidade. Cabe ao evangelizador a pesquisa e a análise do grau de entendimento e motivação de cada grupo.



Um Diário de Classe é bastante útil. O evangelizador pode anotar nele o conteúdo desenvolvido, as atividades, os textos, enfim, as aulas. Pode fazer também pequenas observações sobre o andamento das aulas, como: o tempo foi curto, as crianças gostaram da atividade, nem todos gostaram, foi perguntado algo diferente, as crianças sugeriram tal atividade, etc. Se houver crianças que vão permanecer mais de um ano no mesmo ciclo (geralmente são dois anos em cada ciclo), no ano seguinte é importante não repetir as aulas, ou seja, seguir o currículo, mas desenvolver os assuntos com motivação e técnicas diferentes porque as crianças lembram o que realizaram no ano anterior e cobram técnicas diferentes.



Educar é diferente de instruir. A Evangelização Infantil pode ser dividida em dois itens: a instrução e a educação para o amor. A instrução inclui conhecimentos espíritas básicos, como Deus, Prece, entre outros assuntos de O Livro dos Espíritos; a educação para o amor visa solidificar no evangelizando uma conduta cristã, embasada em O Evangelho Segundo o Espiritismo, a partir de realidades vividas pela criança em seu dia-a-dia. O evangelizador deve conhecer o Currículo para Escolas Espíritas de Evangelização Infanto-juvenil, orientando suas aulas por ele.



Participar de um Grupo de Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita. Além do esforço individual, através de leituras edificantes, cursos e palestras, o evangelizador deve participar de um grupo de estudos a fim de ampliar seus conhecimentos espíritas, evitando desvios doutrinários.



Lembrar que crianças são espíritos em diferentes graus evolutivos. É preciso prestar atenção em cada criança, ver suas dificuldades e interesses. Enquanto para algumas crianças Espiritismo é uma novidade, para outros é recordação, pois já tiveram contato com princípios doutrinários em outras encarnações. Cabe ao evangelizador perceber quando e como deve aprofundar conteúdos, de acordo com o aproveitamento dos evangelizandos.



Não utilizar exemplos pessoais. Cada evangelizador tem o compromisso de realizar sua reforma íntima, de evangelizar-se, vivenciando os ensinamentos do Cristo, para que não aconteça o “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Embora as crianças admirem e tenham o evangelizador como um exemplo a ser seguido, não devem ser utilizados exemplos pessoais, contando situações que aconteceram com o evangelizador, a fim de não personalizar o ensinamento.



Ser humilde. O aprendizado do evangelizador deve ser constante e ele deve ser humilde para admitir que não sabe algo perguntado (não informar algo que não tem certeza), comprometendo-se a pesquisar e elucidar a dúvida no próximo encontro. Também não deve utilizar-se de “achismos” (eu acho que...), pois sua tarefa é ensinar a Doutrina Espírita e não opiniões e conceitos individuais.



Ser criança. Ensinar utilizando a linguagem (palavras) e interesses das crianças; usar atividades que elas gostem, ensinar por meio de jogos e brincadeiras. Importante também interagir, aprender junto, não entregar tudo pronto, permitindo que as crianças participem do aprendizado, descubram o conhecimento, concluindo por si mesmas as melhores atitudes. Isso inclui aproximar-se emocionalmente das crianças, sentar no chão, desenhar, gostar da atividade que está sendo realizada, identificar-se com o trabalho. Ler histórias infantis, conhecer os personagens e os desenhos infantis, bem como as brincadeiras que as crianças gostam também auxiliam no relacionamento evangelizador-evangelizando.



Avaliar a aula ministrada. Pode-se verificar se o encontro semanal alcançou seus objetivos através das reações das crianças, se elas entenderam, se era preciso aprofundar mais o tema, se ficou faltando algum aspecto do conteúdo proposto que deverá ser complementado na próxima aula. Também é possível observar se a aula foi boa pelo estado de ânimo de evangelizador e evangelizandos, pois todos devem sentir-se bem ao término do encontro.



Trabalhar em duplas é muito bom. Duplas (ou trios de evangelizadores, se possível) realizam excelente trabalho quando há sintonia. São duas pessoas para dar carinho e atenção às crianças, para pesquisar, pensar sobre a aula a ser desenvolvida, dividir tarefas na preparação e execução da aula, bem como para avaliar os resultados.



Seguir as regras do Centro Espírita. Todo Grupo Espírita tem suas regras, como a exigência de freqüentar um Grupo de Estudo para ser evangelizador, por exemplo. Aqui também estão incluídas as atitudes de disciplina, amor, compreensão e carinho que envolvem qualquer trabalho voluntário. Só para lembrar: o evangelizador não deve gritar com as crianças, colocar evangelizando para fora da aula ou de castigo, pois a base deve ser o amor e o respeito. No caso de uma criança estar, reiteradamente, desarmonizando o trabalho o evangelizador deve conversar com os pais ou responsáveis pelo evangelizando, encaminhando-os (inclusive a criança) para o Atendimento Fraterno e o Passe, se necessário.



Evangelizar-se. O evangelizador deve buscar sua transformação moral, através do esforço para adquirir virtudes; ao mesmo tempo que sabe-se imperfeito, deve se esforçar para vivenciar o que ensina.



Demonstrar entusiasmo pela tarefa. Chegar sorrindo, bem humorado, abraçar, ser carinhoso através de palavras e gestos, sendo atencioso, demonstrando interesse pelas coisas que acontecem com as crianças, ouvindo-as, incentivando-as, dando-lhes apoio. Por exemplo, quando uma criança conta que vai ganhar um irmão, ficar contente com ela, ouvi-la, dando-lhe segurança e demonstrando que se importa com o que acontece com cada uma delas. O entusiasmo pela tarefa é percebido e valorizado pelas crianças, que sentem que aquele momento de aprendizado é importante para o evangelizador e para elas.



Amar. Amar as crianças e amar a tarefa de evangelizar. Somente quem realiza um trabalho voluntário sabe o quão gratificante é a tarefa feita com amor e dedicação.







28/10/2009



Curso de preparação de evangelizadores de infância e juventude

Fonte: Arquivo recebido no grupo yahoo: evangelização espírita infantil

Avaliando As Formas Utilizadas Para A Transmissão Da Mensagem. Aprender pressupõe uma mobilização cognitiva : desencadeada por um interesse e ou por uma necessidade de saber. O que torna possível esse interesse?

Segundo Freinet, está fadado ao fracasso qualquer método que pretenda fazer “beber água o cavalo que não tem sede”. É necessário despertar o interesse do evangelizando para o assunto a ser abordado O evangelizador deve conduzir o evangelizando a desafios. Quando existe o desinteresse Não ocorre aprendizagem significativa. Quando o desafio é encarado com sentimentos de possibilidade ocorre a aprendizagem significativa O desequilíbrio cognitivo faz com algumas pessoas sejam capazes de dedicar-se a fundo até chegar a reequilibrar-se novamente. Quando há o enfoque de maneira errada as pessoas podem abandonar a tarefa. Como liderar a sala de aula para favorecer uma aprendizagem significativa? 1- Instigar – conduzir ao desequilibro cognitivo despertando o interesse pelo saber.

2- Disponibilizar ao evangelizando: Apresentar situações, oferecer subsídios e recursos, facilitar o contato com elementos

3- Integrar • Solicitar a expressão do aluno. • Acompanhar o percurso de sua construção. • Estabelecer novas contradições, se preciso for.

4. Avaliar Possibilitar a auto-avaliação dos alunos Realizar a sua auto-avaliação Instigar atento, disponibilizar atento e integrar atento. Domínio de classe É a forma pela qual o evangelizador controla, supervisiona e avalia sua classe. O controle, a supervisão e a avaliação proporcionam equilíbrio, tranqüilidade, aprendizagem, disciplina e interesse dos alunos.

Objetivos a serem alcançados pelo evangelizador através do manejo da classe:

a) Respeito de uns para com os outros.

b) Responsabilidades nas tarefas.

c) Hábitos de higiene.

d) Boa Conduta.

e)Honestidade.

f) Cooperação.

g) Amor ao próximo.

Pré requisitos para Evangelizar:

Consciência da tarefa, Amor, Conhecimento doutrinário, Exemplificação; Entusiasmo; Ser flexível, receptivo, Conhecer o Currículo; Saber escolher metodologias adequadas, Saber avaliar; Autoaprimoramento. Como desenvolver o Domínio da Classe 1- Observar e conhecer as crianças, a faixa etária, as carências psicológicas, as necessidades físicas auxiliá-la no crescimento. 2- Tornar-se amigo das crianças, conquistar a sua confiança, agir com justiça e imparcialidade. 3- Ter equilíbrio emocional, sendo alegre e bem humorado. 4- Preparar o ambiente com harmonia, otimismo e paz, com a prece, música, histórias, brincadeiras e sua própria vibração, sua função é colocar o seu grupo dentro de um padrão vibratório superior. 5- Adquirir um timbre de voz agradável, usar vocabulários simples, rico e acessível, evitar o uso de gírias e termos pejorativos. 6- Elogiar e criticar as atitudes e não as crianças. 7- Motivar as crianças a falarem e expressarem suas idéias estimulando-as a encontrarem suas respostas e relacionarem. 8- Levar o aluno a refletir sobre atitudes e sentimentos, conduzindo ao autoconhecimento. 9- Não confundir liberdade de falar com indisciplina, barulho, todos falando ao mesmo tempo. Disciplina se aprende e tem por fim desenvolver atitudes como concentração, responsabilidade e interesse. A disciplina está ligada a 3 pontos fundamentais: Metodologia- Uma aula que não motiva não atrai a atenção. Conteúdo – deve estar de acordo com o interesse das crianças. Relações inter-pessoais: Se não há empatia com o evangelizador não tem atenção. Criança indisciplinada é aquela que não tem limites, não respeita os sentimentos dos outros, tem dificuldade de se auto governar. Ter disciplina significa ser subordinado a regras. As regras e suas infrações são construídas com consentimentos de todos. Estabelecer com os alunos regras de comportamento a serem seguidas. (combinados). Oferecer atividades que conduz a disciplina: ex. musicas de ordem No inicio da aula oferecer atividades dinâmicas que acalmam e auxiliam na concentração. Para as crianças de 3 a 6 anos andar na linha auxilia a disciplina.

Sempre manter os alunos ocupados com atividades Período para manter a atenção fixa:

0 a 3 anos.......... ..5 min. 4 a 6 ano.............15 min. 7 a 9 anos ..........20 min. 10 a 12 anos ..... 30 min. 13 a 14 anos.......35 min. Adulto ............. 45 min

A Preparação de uma Aula 1- Planejamento é a previsão detalhada das atividades a serem desenvolvidas em sala de aula. Por que Planejar? Tornar as atividades mais racionais, Controlar o ensino tornando-o mais eficiente, Evitar improvisações, Possibilitar a realização de trabalhos com segurança Deve ser elaborado em função das necessidades e da realidade apresentada pelos alunos 2- Objetivos Gerais São as metas que devem nortear todo o trabalho da evangelização. Módulos e Unidades. 3- Objetivos Específicos- detalhamento do plano de unidade. 4- Conteúdo – É o agente utilizado para atingir o objetivo. O assunto a ser desenvolvido com os evangelizandos. 5-Verificação da aprendizagem – Avaliação 6-Técnicas e Recursos Didáticos. Técnicas são maneiras particulares de organizar o ensino a fim de provocar a atividade do aluno, no processo da aprendizagem. As técnicas devem estar relacionadas com os objetivos pretendidos, a natureza da aprendizagem, com o conteúdo e o nível de maturidade dos alunos. As técnicas de ensino podem ser classificadas em: Técnica de Ensino Individualizado a ênfase é colocada no individuo ex: a observação, o estudo dirigido, a redação, a pesquisa, a entrevista, a solução do problema, a narrativa, etc. Técnica de Ensino em grupo a ênfase recai no aproveitamento das possibilidades que o individuo trás de interagir com o grupo. 7- RECURSOS DIDÁTICOS são os materiais que eu vou utilizar para atingir os meus objetivos. Classificação dos Recursos: 1-Recursos Visuais: Slides, fotografias, gravuras, cartazes, álbum seriado, cartaz de pregas, flanelógrafo, varal de cartazes, filme, transparência, mural didático, mapas, lousa, quadros, exposição, objetos diversos e gráficos. 2- Recursos Auditivos – Discos, fitas cassetes, CD, rádio. 3- Recursos Audiovisuais – filmes, teatros videocassete, TV e slides com som, microcomputadores. 4- Recursos Naturais – Água, plantas, pedras animais etc. 5- Recursos da Comunidade – Bibliotecas, museus, cinemas parque, jardins, indústrias, lojas etc. 6- Recursos Humanos – Evangelizadores, amigos, pais, parentes e pessoas da comunidade; obras sociais; creches, asilos, orfanatos, hospitais, albergues. Plano de Aula/ Evangelização Turma :___________ Data ._____________ Módulo: _________________ Unidade: ____________________ Sub Unidade____________________

Objetivo: O que eu quero que as crianças saibam. 1- Atividade de harmonização Prece 2- Motivação Inicial - Despertar o interesse dos alunos para o tema a ser abordado. 3- Desenvolvimento da Aula- Oferecer subsídios para analisar, debater, concluir, assumir compromisso com a prática. Histórias, casos, situações–problemas e outras dinâmicas pedagógicas, análise de letras de músicas e de poesia, provérbios etc. 4- Verificação da aprendizagem: Estimular a expressão do conhecimento refletido; favorecer emocionalmente a sua interiorização. Artes plásticas, artes cênicas, ritmo e som (criações coletivas ou individuais)... 5- Harmonização final e Prece

01) Estudos e textos para o Evangelizador de crianças e jovens http://www.cvdee.org.br/ev_estudo.asp 02) sugestões de atividades http://www.cvdee.org.br/ev_atividade.asp 03) histórias http://www.cvdee.org.br/ev_historia.asp 04) músicas cifradas e em MP3 http://www.cvdee.org.br/ev_musica.asp 05) Vasta indicação de bibliografia incluive virtual http://www.cvdee.org.br/ev_biblio.asp 06) planos de aulas e textos para serem utilizados: http://www.cvdee.org.br/ev_plano.asp 07) Apostilas de músicas, planos de aulas e assuntos relacionados à Evangelização da Criança e do Jovem http://www.cvdee.org.br/download.asp?id=06 http://www.cvdee.org.br/download.asp?id=01 http://www.cvdee.org.br/download.asp?id=03 08) Site Espírita voltado para as crianças entre 07 e 13 anos: http://www.cvdee.org.br/sitedagente/ 09) www.edicoesgil.com.br 10) http://www.techs.com.br/meimei/historias.htm 11) http://geocities.yahoo.com.br/fprmsg1000/mensagem.htm 12) http://planeta.terra.com.br/religiao/searainfantil/estoria.htm 13) http://outro.lado.sites.uol.com.br/ 14) http://www.momento.com.br/ 15) http://grupoaugusto.sites.uol.com.br/evang/evang.html 16) CD do lar Fabiano de Cristo - 17) Material da FEB - para jovens - adaptar para o ciclo 18) www.nuraferretsilveira.hpg.ig.com.br - mas aqui tem-se que tomar cuidado e atenção em alguns termos utilizados, para adaptá- los à conceituação espírita 19) http://www.espiritismogi.com.br/cursos/infantil2.htm 20) http://www.evangelizeja.hpg.ig.com.br/index2.html21) http://www.mofra.org.br/biblio/musica/ 21) http://www.mofra.org.br/biblio/musica/ 22) http://www.cefamericana.com.br/evangelizacao.htm B) Sugestão de livros: * Obras básicas da codificação: LE, LM, ESE, Genese, O Céu e O Inferno * Livro dos Espíritos (para a infância e Juventude) - Editora Mundo Maior * Evangelho segundo o Espiritismo (para a infância e Juventude) - Editora Mundo Maior * Livro E Para o Resto da Vida - trabalhar moralidade através dos textos * material e apostila da FEB, * aulas sugeridas pela AME/JF, * apostila do Lar Fabiano de Cristo, * Livros do Walter O. Alves, * a proposta da Rita Foelker de se trabalhar Filosofia Espírita para crianças * as sugestões do www.cvdee.org.br - setor educação (http://www.cvdee.org.br/ev_biblio.asp), * material não espírita educativo * material das Federações Espíritas Estaduais * O Evangelho segundo o Espiritismo para a Infância - FEESP * O Melhor é Viver em Família - CELD * Brincando e aprendendo o espiritismo editado pela FEESP * O Livro dos Espíritos para a Juventude - Eliseu Rigonatti * Histórias da Vida - Antônio Baduy Filho pelos Espíritos Hilário Silva e Valérium * Adolescência e Vida - Divaldo P. Franco por Joanna de ângelis * Adolescente, mas de passagem - Paulo R. Santos * Adolescer, verbo transitório - Edson de Jesus Sardano * Aborrecente não! Sou Adolescente! - * Divaldo Franco e o Jovem - compilação de Délcio Carlos Carvalho * Alvorada Cristã - Chico Xavier por Neio Lúcio * Não Pise na Bola - Richard Simonetti * Para Rir e Refletir - Richard Simonetti * Livro E Para o Resto da Vida - Wallace Leal V. Rodrigues * Técnicas de Ensino - autor: DIJ/setor de juventude - Editora União Espírita Mineira * Técnicas de Integração - autor: DIJ/Setor de juventudo - Editora União Espírita Mineira * Crianças e Jovens - Izabel Bueno * A Educação segundo o Espiritismo - Dora Incontri * C) Filmes: (O fato de um filme estar relacionado nesta página não quer dizer que ele esteja de acordo com a Doutrina Espírita. Para conhecer a doutrina é preciso ler e estudar a codificação.) • Direitos do Coração (que pode ser 23) http://www.mcanet.com.br/graomostarda/mocidade.htm 24) www.evangelizar.org.br 25) Dinâmicas, jogos, etc http://www.cvdee.org.br/ev_atividade.asp?id=010#atividades 26) http://www.meaku.triang.net/home1.htm 27 ) http://www.ipece.org/download/encontroseducacionais.pdf encontrado nas edições Paulinas (católica) que fala dos direitos da criança através de desenhos nimados sem palavras. * Ghost * Fantasia (este assim sem numeração ou ano), da Walt Disney; * Os Outros; * O sexto sentido, * Procurando Nemo (especialmente para os pais), * Lembranças de outras vidas(onde se trabalha a questão do suicídio). * Amor Além da Vida * Falando Com os Mortos * O Mistério da Libélula * Voltar a Morrer * Ecos do Além * O Exorcista * O Dom da Premonição * A Revelação * O Enigma do Mal * Os Espíritos * Feitiço do Tempo * Ilusões Perigosas * Um Conto de Nata

21/10/2009

Será Publica algumas Apostilas, que tenho aqui no meu cantinho do PC, espero poder auxiliar ao máximo. Bjs!














CURSO BÁSICO PARA FORMAÇÃO DE EVANGELIZADORES


DA INFÂNCIA E JUVENTUDE





EVANGELIZAR É VALORIZAR A VIDA.



FEDERAÇÃO ESPÍRITA DE RONDÔNIA

DEPARTAMENTO DE INFÂNCIA E JUVENTUDE -DIJ





BREVE HISTÓRICO DA EVANGELIZAÇÃO ESPÍRITA INFANTO-JUVENIL NO BRASIL



O início da evangelização infanto-juvenil nos leva de volta ao século XX, por volta de 1920, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.Os registros são escassos e não muito precisos, o que dificulta o trabalho.

Um dos maiores incentivadores da participação dos jovens nas atividades espíritas, foi o professor Leopoldo Machado, fundando ele próprio a segunda Mocidade Espírita do Brasil em Iguaçu e este mesmo poeta, biógrafo e escritor promoveu o 1º encontro da juventude brasileira, no Rio de Janeiro, no Teatro São Caetano, em 1948.Entre 17 a 23 de julho daquele ano realizou-se, então, o I Congresso de Mocidades Espíritas do Brasil, ocasião em que já se enfatizava a necessidade de se criar a evangelização infantil.Neste mesmo Congresso foi criado o Conselho Consultivo de Mocidades Espíritas do Brasil, sob a orientação de Leopoldo Machado, o qual ainda criou o “Hino Espírita” e incentivou o teatro e a música espíritas.(1929/1949)



No início de 1955 existia uma grande preocupação, por parte da Federação Espírita do Rio Grande do Sul (FERGS), quanto às dificuldades que deviam enfrentar os evangelizadores do interior do Estado para o desempenho de suas tarefas, sem nenhum auxílio, longe das fontes de informação, não dispondo de nenhum outro incentivo além do próprio ideal.Quanto aos companheiros da capital, estes eram auxiliados de forma bem objetiva e permanente, uma vez que FREQUENTAVAM REUNIÕES SEMANAIS fartas em sugestões e recursos didáticos.

Preocupada com este problema Cecília Rocha, atual Vice Presidente da FEB, à época à frente da evangelização no Rio Grande do Sul, foi mediunicamente intuída e viu em sua tela mental uma faixa com a seguinte legenda: ”CURSO DE PREPERAÇÃO DE EVANGELIZADORES”.Ela não tinha ainda a idéia de como poderiam ser efetivados, nem de que constariam, nem objetivos, nem conteúdos.A sugestão, proveniente dos espíritos encarregados da tarefa de evangelização, foi acatada.”Somente os espíritos sabiam como realizar o empreendimento em pauta, pois o embaraço dos encarnados era grande. Todos se olhavam e ninguém tinha mais do que o nome do trabalho em cogitação”, disse Cecília.

Seis meses se passaram e com a ajuda dos Espíritos as tarefas foram divididas, cumpridas e a data foi fixada para julho de 1955.Foram 10 DIAS inesquecíveis de trabalhos continuados que abriram uma nova perspectiva para o movimento espírita, contando com a presença de 55 companheiros do interior do estado.Divaldo Pereira Franco, de passagem, soube do Curso e divulgou-o em outros estados.Santa Catarina, Paraná e Bahia se interessaram pelo trabalho e solicitaram vagas para seus representantes.

Na segunda quinzena de janeiro de 1956, contando com maciça presença de irmãos do interior do Rio Grande do Sul e mais os representantes de Santa Catarina, Paraná e Bahia, concretizava-se o 2º Curso de Preparação de Evangelizadores.Para tanto, o programa foi aperfeiçoado, o corpo docente acrescido de novos colaboradores, o número de apostilas aumentado e o material do 1º Curso, revisto e melhorado.

Nova intuição chega até Cecília, que em pleno trabalho percebe em sua tela mental: ”Infância + Evangelho = Mundo Renovado”.Os cursos se sucederam com intervalos de um ano.Em 1957 a Federação Espírita de São Paulo participou do Curso na pessoa dos companheiros Alva Gonçalves e Fábio Dutra.

Em 1959 a FEB autoriza a FERGS a realizar um Seminário sobre Evangelização Espírita, ao qual compareceram 8 estados do Brasil.Neste Seminário foi analisado um programa de ensino para infância e juventude elaborado pela equipe gaúcha, que aprovado em plenário, foi oferecido como sugestão aos demais estados.Chamava-se “Currículo de Ensino Evangélico-Doutrinário para a Infância”.A FEB só lançou a primeira versão do seu currículo em 1977.

Segundo Cecília Rocha, “era a primeira vez que um grupo expressivo de companheiros de diversas regiões propunha um programa para nortear o trabalho de evangelização da criança e do jovem, provendo as diversas faixas etárias e desenvolvendo os assuntos de forma seqüencial de modo a dar uma visão ampla e profunda do Evangelho e do Espiritismo”.

Esse programa abriu novos horizontes aos evangelizadores: não havia mais a pergunta – O QUE ENSINAREI HOJE AOS MEUS ALUNOS? – mas a consulta ao seu conteúdo que oferecia, numa ordem harmônica e de forma coerente, os temas a serem desenvolvidos em cada aula.Estava o evangelizador munido de um instrumento de trabalho capaz de orientá-lo com segurança em sua árdua tarefa, produto das experiências e das expectativas de obreiros de 8 estados do Brasil, o que representava significativo contingente humano para a elaboração de um programa de ensino, ainda que provisório.

Na década de 70, já existia o conceito sobre evangelização e evangelizador, já se havia traçado objetivos para o trabalho bem como definida a sua finalidade.De acordo com Cecília, ”ninguém mais desejava caminhar às cegas sem saber para que fim e com que objetivos envidava seus esforços.” Mas havia a necessidade de se desenvolver, expandir e aprimorar a evangelização no país.Foi quando o plano espiritual, mais uma vez, utilizando como médium Dinah Fagundes Rocha, solicitou à FERGS que sugerisse à FEB lançar uma campanha nacional de Evangelização Infanto-Juvenil.Aprovada pelo Conselho Federativo Nacional(CFN),a idéia foi posta em prática.Estava lançada a campanha nacional que se tornaria, um ano depois, em “Campanha Permanente de Evangelização Espírita Infanto-Juvenil”.Era o ano de 1975.Depois, transpôs a fronteira brasileira para levar a outros povos da América o brado da Evangelização Espírita em Marcha!Muito já se tem feito antes e depois do lançamento da Campanha, mas longo é o caminho que ainda devemos percorrer.E ninguém percorre, com êxito, longas estradas sem levar em conta as experiências dos viajores que os antecederam.

Hoje cuidamos da semeadura, ao mesmo tempo em que colhemos os grãos do que já semeamos, mas, no futuro, a médio e longo prazo, ceifaremos os mais sazonados frutos provenientes do plantio atento e continuado da boa semente do Evangelho, destinada às novas gerações, que desabrocham para a vida física, otimistas e esperançosas, na expectativa de um Mundo Melhor.

Este texto na verdade é um resumo do artigo “Evangelização em Marcha”, escrito por Cecília Rocha, atual Vice Presidente da FEB, para a revista “A Reencarnação” nº 412, ano LXI – 1º semestre de 1996, órgão de divulgação da FERGS, enriquecido com observações e fatos retirados do livro “Leopoldo Machado, Idéias e Ideais” de Clóvis Ramos.- Rio de Janeiro: CELD, 1995 e entrevista realizada durante o IV Encontro Nacional de Diretores de DIJ em 26/07/02- Brasília com Cecília Rocha, Sandra Borba,Gladis Pederson de Oliveira, Walace Fernando Neves,Merhy Seba e Nestor Massotti, que relembraram suas próprias experiências na trajetória da Evangelização Espírita Infanto-Juvenil.







Bibliografia:



RAMOS,Clóvis.Leopoldo Machado.Idéias e ideais. Rio de Janeiro,CELD,1995.

ROCHA,Cecília. Evangelização em marcha. Rio Grande do Sul,Revista “A Reencarnação”,1996.





O EVANGELIZADOR



O Evangelizador é um ser espiritual que traz toda uma bagagem acumulada ao longo de sua trajetória de evolução, vivenciando, o processo de auto aperfeiçoamento e auxiliando a construção de um mundo melhor. Ele é muito mais que um monitor, é um companheiro, o amigo, o conselheiro, aquele que dá vida e dinamismo à aula, aquele que impregna os conteúdos da lição com o calor da certeza que tem na tarefa que realiza. Não é um mero transformador de informações. Os conhecimentos por ele veiculados guardam a punjança de sua fé e do seu ideal. O amor é a condição sem a qual não é possível promover a evangelização. Aliás, o fato em si, de alguém dedicar suas horas no anonimato e sem outra gratificação que não seja o prazer de servir, comprova, sem sombra de dúvida, o que afirmamos.



É POR AMOR À CRIANÇA E AO JOVEM QUE ALGUÉM SE TORNA EVANGELIZADOR.



Todavia, ao tornar-se evangelizador por ideal, por entender o alcance dessa tarefa, procura os recursos necessários ao bom desempenho em primeiro lugar, estuda a Doutrina Espírita e o Evangelho, pré-requisitos à tarefa que pretende realizar. E no decorrer do tempo, vai se apropriando, através de cursos e encontros, da tecnologia necessária ao aprimoramento do seu trabalho.

Deverá reunir determinadas características que favoreçam seu papel de intermediador entre o conhecimento inato do evangelizando e o conhecimento sistematizado da Doutrina. Assim, é importante que ele:



• Conheça os conteúdos doutrinários – quem não tiver esse domínio não está em condições de atender aos objetivos da tarefa, ainda que possuidor de grande boa vontade;

• Procure sempre, em sala, as fundamentações doutrinárias, fugindo a posturas personalistas;

• Seja o referencial de comportamento ético, à luz dos ensinamentos de Jesus (dentro e fora da Casa Espírita);

• Esteja convencido de que a evangelização espírita irá contribuir para a transformação moral da humanidade;

• Tenha entusiasmo pela tarefa, dedicação, responsabilidade e maturidade;

• Seja flexível e receptivo à aquisição de novos conhecimentos, sem tornar-se invigilante;

• Tenha uma visão integrada do CURRÍCULO DE EVANGELIZAÇÃO e de sua inserção no Movimento Espírita;

• Saiba escolher metodologias que oportunizem ao evangelizando construir, elaborar e expressar seu conhecimento, procurando obter um mínimo de capacitação em técnicas de ensino, em recursos didáticos, para que a mensagem que pretende transmitir, as informações que deseja oferecer ao evangelizando, possam chegar de maneira agradável, participativa, dinâmica e eficiente;

• Tenha reserva de dignidade, sabendo compreender os defeitos ou más tendências dos evangelizandos, respeitando-os, não desprezando-os ou diminuindo-os perante seus colegas;

• Tenha cuidado com sua aparência pessoal, vista-se com simplicidade, primando pela limpeza.

• Tenha assiduidade e seja pontual;

• Tenha sensibilidade para se avaliar, considerando o seu papel de mediador entre o conhecimento, o evangelizando e sua realidade.







O evangelizador Ideal é aquele que se concentra na pessoa total do evangelizando.



O evangelizador deve concentrar-se no evangelizando como ser integral, sendo assim não acredita que o desenvolvimento intelectual deva ou possa ser desligado dos outros aspectos da personalidade humana, tais como os fatores espirituais, afetivos e não-racionais da identidade e da intimidade.

Considera a evangelização como um desafio global que objetiva a transformação moral do evangelizando, que o obriga a buscar respostas ainda não aprendidas, e a experimentá-las. Ele acha que o evangelizando deve ser tratado como pessoa integral, pois separando-se o mundo intelectual do resto, o processo de crescimento do evangelizando na direção de um homem de bem torna-se seriamente comprometido.



Conduta no atendimento ao jovem



• Não se escandalizar;

• Encarar os fatos com naturalidade, sem ser conivente;

• Não julgar;

• Não decidir pela pessoa;

• Fugir da franqueza descabida;

• Saber ouvir.



Conduta no atendimento á criança



• Ouvir com sensibilidade, mostrando que a criança é digna de atenção (estimular o sentimento de valor pessoal);

• Evitar observações que provoquem ressentimentos, em situações difíceis, os educadores mostram-se mais enérgicos quando exprimem seus sentimentos sem ferir a personalidade ou dignidade da criança;

• Ter empatia para com a criança;

• Confiar na criança;

• Manifestar aprovação pelos progressos realizados.





RECONHECE-SE O VERDADEIRO ESPÍRITA PELA SUA TRANSFORMAÇÃO MORAL E PELOS ESFORÇOS QUE EMPREGA PARA DOMAR SUAS MÁS INCLINAÇÕES











“O amor depura a inteligência, põe à larga o coração e é pela soma de amor acumulada em nós que podemos avaliar o caminho que temos andado para Deus”.

Leon Denis













PSICOLOGIA DA INFÂNCIA



Conhecer nossa criança, eis uma das bases do sucesso da Evangelização Infantil.Saber como agir com relação às reações das crianças de maneira a obter bons frutos: um desafio necessário. A Doutrina Espírita nos esclarece que a criança é um espírito imortal, com experiências pregressas e atuais que, frutos de seu livre-arbítrio, lhe moldaram a personalidade.

Igualmente, as experiências pelas quais passará, os esclarecimentos e a maneira com que aceitará ou não a reformulação de seus conceitos enriquecerão sua personalidade.

A criança, espírito encarnado, deve ser compreendida como uma alma que recebe influências:



 do seu corpo físico;

 do ambiente sócio cultural onde vive;

 do momento psicológico característico de sua faixa etária;

 do ambiente espiritual que lhe caracterize.



 INFLUÊNCIA DO CORPO FÍSICO



Doenças, aspectos físicos traumáticos, deficiência física ou mental interferem na conduta infantil.

O corpo físico exerce grande influência sobre o espírito, limitando-o ou não permitindo à alma que o habita que expresse totalmente sua índole. Na faixa etária infantil o espírito encontra-se mais maleável aos novos conhecimentos morais.



 INFLUÊNCIA SÓCIO-CULTURAL



Toda cultura tem sua própria personalidade “típica”- um dado padrão de motivos, objetos, ideais e valores - que são característicos e valorizados por essa cultura e adquiridos pela maior parte das crianças que crescem nela.

A sociabilização é o processo através do qual a criança adquire padrões de comportamento, crenças. normas e motivos que são valorizados por seu próprio grupo cultural e familiar e adequados a eles.

Teoricamente, a criança pode tornar-se um dentre os muitos tipos de adultos: agressivo ou retraído, egoísta ou generoso, interessado ou desinteressado quanto a realizações intelectuais, dependente ou independente dos pais, honesto ou desonesto. É enorme a gama de possibilidades, no entanto, o indivíduo geralmente adota características de personalidade e de comportamento consideradas apropriadas, ou pelo menos aceitáveis, por seu próprio grupo religioso, ético e social.

No processo de Evangelização, aspectos como os citados abaixo precisam ser conhecidos, a fim de que seja a aula adaptada, em suas técnicas e recursos, às características do meio em que se encontra a sua turma :



 Grau de escolaridade, alfabetização das crianças.

 O vocabulário conhecido

 As características culturais do meio

 O relacionamento da criança com os demais membros de sua família

 O meio social: grau de criminalidade, presença ou não de drogas, conceitos e valores.



O ASPECTO PSICOLÓGICO



O psicólogo Suíço Jean Piaget considera que a criança está tentando compreender o seu mundo através de um relacionamento ativo com pessoas e objetos. A partir dos encontros com acontecimentos, a criança vai se aproximando, num ritmo consistente, do objetivo ideal que é o raciocínio abstrato. Piaget estimulou o interesse pelos estágios maturacionais do desenvolvimento e pela importância da cognição para muitos aspectos do funcionamento psicológico, tendo atuado como uma contra-força construtiva à idéia de que as crenças, pensamentos e modos de uma criança abordar problemas são basicamente o resultado daquilo que lhe ensine diretamente.









FAIXAS ETÁRIAS QUE COMPÕEM A EVANGELIZAÇÃO INFANTIL



FAIXA ETÁRIA: 2 E 3 ANOS



 Capacidade de concentração: 12-15 min.

 .Fala consigo mesma e com pessoas imaginárias

 .Interessa-se pelo jogo “perguntas -respostas”

 Começa a identificar, classificar e comparar coisas e gravuras

 .Verbaliza suas necessidades fisiológicas

 .Interessa-se por atividades de desenho. Rabisca espontaneamente

 .Recorda acontecimentos que se deram há duas semanas

 .Período de independência. Crise de obediência

 .Contraria ordens

 .Agressividade em relações grupais, atitudes de despotismo, comportamento de mandar nos outros, de destruir o jogo quando está perdendo.

 .Jogo paralelo: participa do grupo, brincando individualmente, utilizando o companheiro como estímulo para a atividade.

 .Não existe competição propriamente dita





FAIXA ETÁRIA: 3 E 4 ANOS



 Capacidade de concentração: 12-15 min.

 .Interessa-se por jogos de imitação e de acompanhamento musical

 .Atitudes sociais: cumprimenta dando as mãos, participa das dancinhas com par, de reuniões sociais de crianças, de brincadeiras com coleguinhas.  .Interessa-se por jogos competitivos. Já se esforça em ganhar, agindo com mais rapidez.

 Imaginação fértil

 .Interesse e curiosidade pelo sexo

 .Preocupação com as idéias de nascer e morrer

 .Quer ouvir Histórias e poesias para repeti-las sem mudanças













FAIXA ETÁRIA: 4 E 5 ANOS



 Capacidade de concentração: 20 min.

 Participação mais freqüente em jogos coletivos, motores, com 8 a 10 crianças: correr, fugir, pegar, obedecendo normas e tarefas simples.

 Participa de dancinhas, dramatizações e representações para um grupo  Interessa-se por coisas e fatos que a rodeiam

 Começa a fazer diferença entre realidade e fantasia.

 .Autocrítica: julga vestuários, desenhos, etc.

 Repete poemas e canções até 5 versos

 Observa detalhes de um desenho



FAIXA ETÁRIA: 5 E 6 ANOS



 Capacidade de concentração: 20 min.

 Orientação de espaço-tempo, com conceitos de ontem, amanhã, dia, mês, ano

 Brinca sozinho

 Oferece prontidão para leitura e escrita  .Manifesta seus sentimentos com reações de enfado, carinho, etc.

 Participa de atividades grupais

 Segue regras de jogos verbais abstratos (adivinhações, rimas, etc).



FAIXA ETÁRIA: 7 E 8 ANOS



 Capacidade de concentração: 20 a 25 min,

 As atividades motoras são substituídas aos poucos por atividades intelectuais.

 Início do raciocínio lógico

 Separa a fantasia da realidade  .Redução do egocentrismo: começa a respeitar os direitos e deveres alheios.

 Inicia-se o interesse por amizades

 Gosta de ser notada. Exibicionismo

 Obedece regras



FAIXA ETÁRIA: 9 E 10 ANOS



 Capacidade de concentração: 30 min,

 Atividade intelectual mais desenvolvida

 Possui idéias de líder. Interesse intelectual  .Maior interesse pelos amigos que pela família

 Timidez

 Questionamentos mais profundos



FAIXA .ETÁRIA: 11 E 12 ANOS



 Capacidade de concentração: 35 a 40 min.

 Predomínio da atividade intelectual, com capacidade de abstração.

 Raciocínio lógico

 Início da adolescência, com modificações fisiológicas e morfológicas  Dá grandes importância às amizades

 Instabilidade emocional - agressividade e controle se alternam

 Restrição ao sexo oposto. Meninos e meninas em grupos separados











OS ESTÁGIOS



 ESTÁGIO PRÉ-OPERACIONAL: 1,5 A 7 ANOS



Nesse estágio a criança considera objetos como símbolos de coisas. Ela tratará um bloco de madeira como se fosse um carro e o movimentará, fazendo ruídos.



A criança PRÉ-OPERACIONAL tem dificuldades para assumir o ponto de vista de uma outra criança ou adulto. Não consegue antecipar como um objeto aparecerá do ponto de vista de uma outra pessoa, nem entender que uma cena que vê pode aparecer diferente aos olhos de outro espectador. Ela é egocêntrica, em sua própria perspectiva.





 ESTÁGIO DAS OPERAÇÕES CONCRETAS: 7 A 12 ANOS



A criança de 7 anos, que acabou de entrar no estágio das Operações Concretas, adquiriu um conjunto muito importante de regras que não possuía há um ou dois anos. Ela acredita que o comprimento, a massa, o peso e o número permanecem constantes apesar das modificações superficiais e sua aparência externa. É capaz de produzir uma imagem mental de uma série de ações e entender que os conceitos relacionais tais como “mais escuro” ou “mais pesado” não se referem necessariamente a qualidades absolutas, mas sim a uma relação entre dois ou mais objetos.





A CRIANÇA E O JOVEM EM SEU ASPECTO ESPIRITUAL



O homem encarnado, enquanto personalidade, é o resultado de suas experiências pregressas, tanto de seu passado longínquo (vidas passadas) quanto de seu passado recente (vida atual). Recebe influência do meio em que vive e daqueles em que viveu, aproveitando positiva ou negativamente as experiências pelas quais passou, de acordo com o uso que fez de seu livre-arbítrio.

Alma falha, na maioria das vezes, é passível de influências espirituais benéficas (espíritos familiares, protetores) e maléficas, de almas alimentadas por ódio, paixão doentia, desejo de vingança ou que são atraídas, por afinidade, pela índole do encarnado.

A criança , não obstante o corpo frágil que apresenta, é alma velha, vinda de várias experiências pregressas que lhe moldaram a personalidade. É passível de sofrer, também, com a presença de espíritos perturbadores, cobradores do passado, cúmplices de erros ou inimigos da tarefa de evangelização que encontram naquele corpinho uma alma moralmente frágil, comprometida e de fácil absorção das influências perniciosas.

O evangelizador deve estar atento e, juntamente como o conhecimento que nos traz a moderna psicologia, acerca do tratamento de crianças difíceis, deve utilizar os conhecimentos e tratamentos oferecidos por esta bendita Doutrina, que é o Espiritismo.

O passe pode ser aplicado por equipe capacitada nos finais das aulinhas, àquelas crianças que estejam necessitando dessa terapia fluídica.A água fluidificada pode ser dada aos evangelizandos ao final de cada aula.

A reunião mediúnica da casa poderá, também, atender as crianças que apresentem características próprias da influência espiritual perniciosa. Algumas casas possuem reuniões específicas para a tarefa de evangelização, enquanto outras possuem uma reunião geral, para todas as tarefas. Tanto em uma quanto em outra, o nome da criança em questão deve ser lembrado e vibrado, com emanações de amor àquele que a influencia negativamente, para que seja tocado pelo amor do Cristo.

Assevera Emmanuel, no livro "Pensamento e Vida":



"As crianças confiadas na Terra ao vosso zelo são portadoras de aparelhagem neurocerebral completamente nova, em sua estrutura orgânica, à feição de câmara fotográfica devidamente habilitada a recolher impressões. A objetiva, que na máquina dessa espécie é constituída por um sistema de lentes apropriadas, capazes de colher imagens corretas sobre recursos sensíveis, é representada na mente infantil por um espelho renovado em que se conjugam visão e observação, atenção e meditação por lentes da alma, absorvendo os reflexos das mentes que a rodeiam fixando-os em si própria, como elementos básicos de conduta.



Os pequeninos acham-se, deste modo, à mercê dos moldes espirituais dos que lhes tecem o berço ou que lhes asseguram a escola, assim como a argila frágil e viva ante as idéias do oleiro."

Livro dos Espíritos



Perg. 379: O Espírito que anima o corpo de uma criança é tão desenvolvido como o de um adulto?

R: Pode ser mais, se mais progrediu; não são senão os órgãos imperfeitos que o impedem de se manifestar. Ele age de acordo com o instrumento, com a ajuda do qual pode se manifestar.



Perg. 382: Sofre o Espírito encarnado, durante a infância, com o constrangimento que lhe impõe a imperfeição dos seus órgãos?

R: Não; esse estado é uma necessidade, é natural e segundo as vistas da Providência: é um tempo de repouso para o Espírito.



Perg. 383: Qual é para o Espírito, a utilidade de passar pelo estado de infância?

R: O Espírito se encarnando para se aperfeiçoar, é mais acessível, durante esse período, às impressões que recebe e que podem ajudar o seu adiantamento, para o qual devem contribuir aqueles que estão encarregados da sua educação.











TEORIA APARENCIAL DA CRIANÇA







"A Teoria Aparencial da Criança rasga o último véu da Psicologia da Infância e da Adolescência, revelando que precisamos enfrentar essas criaturas inocentes com maior realismo. Porque, se elas são inocentes apenas na aparência, escondem a sua realidade íntima nas formas físicas em desenvolvimento, manda a boa lógica que as tratemos com mais desembaraço. É o que, por sinal, já havia feito o próprio Sócrates, cinco séculos antes de Cristo, ao aplicar o seu método pedagógico em jovens e adultos, arrancando-lhes a verdade oculta nas profundezas da alma."

Herculano Pires













A ADOLESCÊNCIA

ASPECTOS BIOLÓGICOS, SOCIAIS, PSICOLÓGICOS E ESPIRITUAIS







Características

Adolescência I

12-13 anos Adolescência II

14-15 anos Adolescência III

16-17 anos

Fase pubertária Ápice da adolescência Aceita limites, elabora melhor a onipotência

Rebeldia – a criança começa a ficar malcriada Rebeldia Senso de realidade – pensar e agir

Contestação Busca de auto-afirmação Escolha da profissão – capacidade de realizar algo

Agressividade Crise de identidade (crise de valores) Aspectos mais depressivos – crise de consciência

Endogamia – os pais como referencial de amos Separação da família – discriminar-se, pertencer ao “grupo”. Exogamia – companhia amorosa seletiva

Angústia: perder a identidade Ápice da onipotência – euforia, exuberância

Mais competitivo

Mutação – muda de roupa três a quatro vezes ao dia – muda o externo para tentar modificar o interno

Exibicionismo

Exogamia – busca companhia amorosa sem ser seletivo

Retratação e afastamento dos pais





O QUE É ADOLESCÊNCIA?



A adolescência compreende o período que vai dos 12-13 1noa até os 17-18 anos. Assim, seg. a Dra. Amélia Vasconcelos (in Saúde e Espiritismo, pg. 396), poderá ser dividida em em três fases:



a) adolescência I – 12-13 anos;

b) adolescência II – 14-15 anos;

c) adolescência III – 17-18 anos.



A adolescência caracteriza-se pelo predomínio das alterações psíquicas, enquanto na puberdade que vai dos 8 aos 13 anos, em média, predominam as alterações orgânicas, a maturação hormonal.



Na adolescência ocorrem grandes oscilações :



BIO – aperfeiçoar e enriquecer;

PSICO – desenvolvimento espiritual;

SOCIAL – enriquecimento do ter;

ESPIRITUAL – desenvolvimento do ser.





CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ADOLESCÊNCIA



O adolescente descobre o mundo, planeja a vida, descobre mental e existencialmente seu meio e tem idéias próprias sobre ele. É um período de transformações, meio caminho entre a infância e a idade adulta. É durante a adolescência que se estrutura a personalidade.



A problemática dos adolescentes surge de três fontes: a primeira é a resistência e um certo medo inconsciente dos adultos contra os jovens - parece que eles se apresentam como uma possível ameaça; a segunda problemática surge de suas próprias transformações, físicas e psicológicas; e a terceira, é a própria exteriorização do espírito enquanto ser imortal, com as “bagagens”adquiridas.



a) A dor pela perda da infância. A sensação de infelicidade é a conseqüência de uma série de perdas que o adolescente vive sofrendo permanentemente. Como parte de uma classe “marginalizada”, ele ainda não adquiriu o status de adulto, mas já perdeu uma série de coisas fundamentais e, no íntimo, está de luto por elas.



b) Perda do corpo de criança. As modificações são tão aceleradas que ele não consegue ter qualquer controle sobre elas, não tem idéia do que vai acontecer. A maioria torna-se escravo do espelho e tem necessidade de disfarçar o corpo, seja com roupas absolutamente iguais às de todo mundo, seja com roupas completamente diferentes, para “distrair os espectadores”. A frase mais cruel que um adolescente assim pode ouvir é “como você está mudado!” pois, confere, justamente, uma realidade que o desgosta.



c) Perda do mundo infantil. Terminou aquele mundo seguro, protegido, extremamente dependente, mas no qual tudo era garantido, onde ele sabia o que esperar de cada pessoa e de cada ambiente. Mas apesar do luto pela perda do mundo infantil, há também novos impulsos que o fazem rejeitar a idéia de nele permanecer. Ele não gostaria de restabelecer a infância, mas sofre por a ter perdido.



d) Perda dos pais idealizados. Ele constata, com tristeza, que pai e a mãe não são aquele herói e aquela fada que, durante toda a sua infância acreditou que fossem. Aos seus olhos críticos e objetivos surge um casal de meia idade, quase sempre “quadrado” e longe da perfeição. Os pais não entendem, geralmente, essas mudanças e reagem. O conflito familiar se estabelece de imediato, pois para os pais é a certeza de que não são mais amados. Tentando recobrar o amos que lhe fugiu, reagem exercendo autoridade, como se pudessem se tornar novamente heróis. Mas, na realidade, o adolescente não deixou de amá-los, apenas o faz à sua maneira.



e) Perda do corpo idealizado. Todo pré adolescente se imagina sob a forma de adulto e, ainda no começo das suas transformações, supõe que vai ser lindo e forte. Quando as modificações se instalam é a derrocada do grande sonho. E por mais bonitinho que acabe ficando, sempre traçou planos mais altos. Ao lado disso, surge a frustração por não poder interferir no processo do desenvolvimento, o que ele supre tentando modificações aparentes do tipo tira-bigode/deixa-bigode, cabelo curto/comprido, regime alimentar, etc. Todos os recursos são empregados para vem se consegue controle sob suas características físicas.



f) Perda da bissexualidade. Com o início da puberdade fica definitivamente estabelecido o papel específico de cada sexo. Na infância isto não era uma exigência.



Enfim, o adolescente “perdeu” a infância. Agora é questão de conquistar sua identidade.





INFLUÊNCIA DO ORGANISMO





Durante a infância, o corpo ainda não tem capacidade para exprimir com fidelidade os interesses do espírito. Somente a partir da puberdade é que será possível ao espírito se mostrar tal qual é. Daí as modificações de caráter apresentadas na adolescência (O Livro dos Espíritos, q. 385).



Disto porém, não decorre que o corpo seja culpado por esta ou aquela tendência ocupada pela alma.



Conhecedor desses fatos, o Espiritismo analisa os problemas do jovem considerando sua natureza espiritual (única responsável pelas tendências da criatura) e sua natureza material, não desprezando as influências que o corpo pode oferecer para a livre manifestação do Espírito (O Livro dos Espíritos, q. 367-370 a).





ALTERAÇÕES PSICOLÓGICAS NA ADOLESCÊNCIA –



Desenvolvimento do raciocínio abstrato - Alteram-se os interesses em relação à música, filmes, novelas, livros; expande-se a capacidade de compreensão e abstração. Ele passa a questionar sobre Deus, a origem do Universo, Adão e Eva, a colocar em xeque “explicações” não embasadas na ciência.

Muitos adolescentes compõem, escrevem poesia, cartas de amor, possuem a ânsia de pesquisar história antiga, ou de outros povos, descobrir novos mundos. Tais aquisições mentais resultam de um longo processo, construído individualmente, que tem origem na infância





NA ADOLESCÊNCIA ADQUIRE-SE O RACIOCÍNIO ABSTRATO, QUE PERMITE PENSAR DE MODO LÓGICO SOBRE AS IDÉIAS E CONCEITOS COMPLEXOS





Instabilidade de humor - Seu humor varia muito. Ele rejeita os pais e quer independência num momento, chegando a agredí-los; em outro momento, pede proteção, aconchego.















DESENVOLVIMENTO MENTAL NA ADOLESCÊNCIA



O desenvolvimento mental que ocorre nessa fase, influencia o adolescente em todas as atitudes de sua vida, tanto no campo físico, como no emotivo, social, ético e cultural. Caracteriza-se por:



a) Progresso da atividade mental, com melhor percepção, imaginação, memória lógica e atenção;

b) Aumento da capacidade para frear a imaginação excessiva. O pensamento mágico, fabuloso que predominava na infância, é substituído pelo lógico, com base em fatos, evidências, em causas e efeitos. Nessa fase, passam a questionar valores que lhe foram impostos, a existência – ou não – de Deus. Temas como Reencarnação, vida após a morte os fascinam. As religiões tradicionais são postas em xeque. O adolescente experimenta momentos de lucidez lógica que muitas vezes se chocam som suas convicções mágicas mais caras

c) Maior uso da atenção voluntária;

d) Desenvolvimento da consciência de si mesmo, descoberta do mundo interior, que leva o adolescente à reflexão, tornando-se mais suscetível a estímulos internos e à sua interpretação, querendo compreender-se e às pessoas;

e) Desenvolvimento do espírito crítico.

f) Capacidade crescente para lidar com abstração, tanto de quantidades, como de qualidade.





CONSEQUÊNCIAS DO DESENVOLVIMENTO LÓGICO NA ADOLESCÊNCIA



a) Atitude polêmica, para:

• defender-se, tentando libertar-se da influência do adulto, a fim de fazer-se reconhecer como pessoa que pode e quer;

• exercitar-se no jogo de palavras e frases-raciocínio que tanto o fascina;

• exibir-se, tentando aparecer como inteligente e capaz intelectualmente.

b) Considera atrasadas as idéias da família, entrando em conflito;

c) Torna-se discutidor impiedoso, porque exercita apenas o pensamento lógico, sem levar em conta os aspectos humanos e morais dos assuntos debatidos;

d) Opõe-se ao adulto, baseando-se em argumentos lógicos: opõe-se à família, à escola, à religião;

e) Passa a reconhecer a realidade e a se inconformar. Isso o faz sofrer e se angustiar.









DESENVOLVIMENTO EMOCIONAL NA ADOLESCÊNCIA



A emoção é reconhecida como força construtiva e estimuladora da atividade humana. Entretanto, tornam-se destrutivas, desintegradoras de personalidade, quando são muito fortes, freqüentes, duradouras, ou quando são reprimidas, porque descontrolam o comportamento.

Para controlar a emoção, é necessário ter por guia a razão, a fim de obter a maturidade emocional, o que possibilitará uma vida satisfatória em sociedade. O progresso emocional do adolescente dependerá de sua história pregressa, de suas experiências, nesta e em outras existências carências ou segurança que tenha adquirido; da atenção e carinho, ou do sentimento de abandono.

Desvios emocionais mais freqüentes na adolescência

A repetição dos desvios a seguir citados são, segundo L. Cole (Psycology of Adolescence, 1964), sintomática de algum distúrbio ou dificuldade emocional. A extensão e a seriedade das dificuldades que acompanham estes desvios do comportamento normal devem ser acompanhados por especialista:

a) Sintomas físicos de nervosismo – sacudidelas constantes dos músculos, carrancas, caretas, torcer os cabelos, contínuo piscar, morder ou umedecer os lábios, roer as unhas, gaguejar, empalidecer e enrubescer, constante inquietude ao movimentar-se pela sala para apontar um lápis, abrir a janela ou consultar um dicionário, freqüentes queixas de pequenas doenças e indisposições.

b) Sintomas de preocupação emocional – Ansiedade indevida sobre erros cometidos, acentuada despreocupação com seus erros, distração, divagação, falta de participação voluntária na classe, interesse meticuloso em detalhe, tendência a perambular sozinho no recreio, recusa a tomar parte em jogos, recusa a qualquer reconhecimento ou recompensa, fuga da responsabilidade, fuga de qualquer coisa que parece nova ou difícil, atitude crônica de apreensão.

c) Sintomas histéricos – Riso incontrolado, desatenção crônica, atenção desviada para circunstâncias estranhas em vez do trabalho escolar, explosividade e emocionalidade das discussões, suscetibilidade ferida quanto outros discordam, não gostar de perder, acentuados medos, ansiedades, obsessões, saltar facilmente a ruídos repentinos, gritar quando excitado.

d) Exibicionismo – Freqüentemente, surge como resposta a alguma inferioridade sentida. Turbulência e caçoadas, empurradelas nas pessoas (especialmente nos corredores da escola), valentia, palhaçada, chamar a atenção em público, efusão, cortesia exagerada, concordar em tudo o que o professor diz, contar vantagens a respeito dos lugares que conhece, ou das pessoas que encontrou; freqüentes tentativas de dominar os mais jovens, inabilidade em aceitar críticas, constante esforço para se justificar, freqüentes reclamações de fracassos ou acidentes, recusa a admitir qualquer falta pessoal de conhecimento ou inabilidade, grosserias freqüentes.

e) Imaturidade emocional – Inabilidade para trabalhar sozinho, desejo de ter alguém para resolver seus problemas, contínua necessidade de ajuda para realizar suas tarefas, freqüentes pedidos de mais tempo para acabar seus trabalhos, choques com pessoas mais velhas do mesmo sexo, tendência a agarrar-se a um único amigo íntimo, inabilidade para apoiar-se em um julgamento, medo de exames, tentativas infantis de fazer do professor um lenitivo.







EVOLUÇÃO



L.E., Q. 170 – O que fica sendo o espírito depois de sua última encarnação?

R – Espírito bem-aventurado; puro Espírito.



* * *



“Por amor, os bem-aventurados, que já conquistaram a Luz Divina, descerão até nós, quais flamas solares que não apenas se retratam nos minaretes da Terra, mas penetram igualmente nas reentrâncias do abismo, aquecendo os vermes anônimos”. (Emmanuel).

* * *

O Processo evolutivo depende de:

 Compreender a necessidade de mudar;

 Boa-vontade + esforço + perseverança;

 Firme deliberação de estabilizar a mudança;

 Propósito de não retroceder nas atitudes mentais, a fim de que se verticalize, em definitivo, o processo de renovação. (persistência, disciplina).



Óbices que surgem no caminho evolutivo:

 Reação de antigos companheiros, encarnados ou desencarnados, que se convertem, via de regra, em ferrenhos adversários;

 Dificuldades de liberar-se de hábitos secularmente cultivados;

 Irresistível saudade da fantasia e da ilusão, que lhe foram clima natural.



Às vezes, a ânsia de aparentar mudança, faz com que mascaremos nossas imperfeições, que, fatalmente, aparecerão um dia.

A prova, a experiência, nos mostrará se a qualidade foi realmente conquistada.

A cada passo do caminho, far-se-á, pois, indispensável a substituição das fantasias do “ontem” pelas realidades do “hoje”, com vistas às nossas vitórias do “amanhã”.

Benfeitores de Mais Alto não introduzem, compulsoriamente, a luz da renovação em nossas cabeças, mas expõe-na carinhosamente.



* * *



“Aquele que perseverar até o fim será salvo” (Jesus).



* * *



LIVRE-ARBÍTRIO



L.E, Q. 843 – Tem o homem livre-arbítrio de seus atos?

R – Pois que tem a liberdade de pensar, tem igualmente a de agir. Sem o livre-arbítrio, o homem seria máquina.



* * *



Segundo o Espiritismo:

Pelo uso do livre-arbítrio, a alma fixa seu destino, prepara suas alegrias ou suas dores.

 O destino é resultante, através das vidas sucessivas, de nossas próprias ações e livres resoluções;

 A liberdade e a responsabilidade são correlativas no ser e aumentam com sua elevação;

 Determinismo e livre-arbítrio coexistem nos mínimos ângulos de nossa jornada planetária.



Quando um espírito, antes de reencarnar, escolhe a família, o meio social e as provas, de natureza moral ou física, por que tenha que passar, está usando a faculdade do livre-arbítrio, em concordância, no entanto, com situações e problemas do pretérito.

Segundo a maneira como se comporta junto à família, no meio social, e ante as provas em referência, cria o Espírito um “quadro de resgates” para o futuro.

Esse quadro pode sofrer alterações, não essenciais, em função da misericórdia Divina e dos próprios méritos do Espírito, e, ainda, dentro do preceito evangélico de que “o amor cobre a multidão de pecados”.



O Livre-arbítrio é relativo à condição evolutiva da alma, assim como sua responsabilidade. A responsabilidade não tem a mesma dimensão para todos os homens, nem para todos os atos.

A Justiça Divina faz as necessárias e sábias diferenciações, em consonância, ainda, com o preceito de Jesus: “ao que mais recebeu, mais será exigido”.





Comportamento Social:



No início da adolescência ocorre uma fase de interiorização, e ele parece anti-social. Condena, despreza e quer mudar a sociedade. Depois surge o predomínio dos grupos, que se constituem como sociedades de discussão, quando o mundo é reconstruído em comum, com discursos que combatem o mundo real. A adaptação à sociedade se dará à medida que o adolescente de reformador transforma-se em realizador, reconciliando o pensamento formal com a realidade das coisas.



* * *











O ADOLESCENTE NAS CAMADAS SOCIALMENTE CARENTES



Margarida Serrão e Maria Clarice Baleeiro, em seu livro “APRENDENDO A SER E A CONVIVER” (2ª Edição – São Paulo:FDT, 1999), destacam as principais características do adolescente socialmente carente. Observa-se as semelhanças entre os adolescentes, independente de sua classe social: o afastamento da identidade infantil, período de reorganização e nova definição social caracterizada muitas vezes pela rebeldia, rupturas, transgressões, reflexões sobre o mundo que o cerca. O amor, a amizade, o trabalho, a escola, a família e o projeto de vida constituem-se em grandes questões cujo ponto central é a identidade: Quem sou eu? Como sou? Qual meu valor? O que quero?



Neste quadro comum, surgem particularidades nos adolescentes das comunidades socialmente carentes. Essas particularidades se referem mais a diferentes formas de ver o mundo, de reagir e de expressar sentimentos do que a uma essência ou natureza pessoal diversa em relação aos adolescentes de outra classe social, isso devido ao contexto social onde estão inseridos, onde a escola e a família muitas vezes não tem conseguido responder aos seus reais anseios e necessidades e onde são levados a ingressarem prematuramente no mundo do trabalho, sem o preparo e o acompanhamento adequados.



As observações que se seguem foram feitas em três grupos de adolescentes socialmente carentes, mas não se apresentaram necessariamente em todos os grupos observados e não devem ser consideradas definitivas ou invariáveis, mas deverão servir aos evangelizadores que trabalham com essa realidade:



a) Auto-estima fragilizada – a maioria espanta-se ao receber elogios ou qualquer palavra de reconhecimento. O conceito de auto-estima diz respeito ao conceito que o sujeito atribui a si mesmo. O fortalecimento da auto-estima passa por um reposicionamento na família, na escola, na comunidade e na sociedade. O Centro Espírita passa a fazer parte dessa comunidade e aí deverá ser valorizado. O vínculo entre o evangelizador e o grupo socialmente (e emocionalmente) carente é um grande auxiliar para readquirir a auto-estima.

b) Auto-imagem contaminada por preconceitos – Preconceitos relativos à classe social, etnia, nível cultural, moradia e profissão são referências de identidade social. Muitos mentem quanto a esses dados, o que pode revelar tanto que sua auto-imagem está comprometida, quanto um manejo eficaz para lidar com os preconceitos sociais.

c) Medo de expressar-se – Ocorre pelo medo do ridículo e da exclusão, já que a sociedade não lhes oferecia oportunidades. A medida que o adolescente se sente em um ambiente confiável, perde o medo de se expressar.

d) Dificuldades em reconhecer em si atitudes de racismo – Como reação à discriminação sofrida, muitos jovens tomam atitudes que reforçam seu próprio preconceito.

e) Presença de sensualidade – A relação com o próprio corpo pode colorir-se de uma sensualidade natural, evidenciada na movimentação, no gesto, no andar, no modo de vestir, nas cores escolhidas. Não é necessariamente sexualidade, mas um modo de se expressar com o próprio corpo e um jeito sedutor de ser.

f) Música e dança como forma de expressão – Há musicalidade nos gestos, no olhar, na voz.

g) Ataque como forma de defesa – utilizam-se de defesas psicológicas para proteger-se de frustrações e sofrimentos presentes e passados: ameaças, desconfianças.

h) Falta de perspectiva – Embora almejasse alcançar as mesmas coisas que o adolescente de outras classes sociais – casa própria, família, carro, profissão reconhecida – são conscientes das barreiras impostas a quem não chega à universidade e é pobre, negro, não mantendo ilusões acerca da condição desigual de oportunidades que lhes era oferecida. Essa percepção gera, muitas vezes, atitudes de resignação e desesperança, por não acreditarem que sua reação fosse capaz de interferir no curso dos acontecimentos.

i) Condições de solidariedade – Dada a situação limite em que viviam, o comportamento solidário era frequente, até como forma de sobrevivência – para ser ajudado pelo outro, no futuro, para garantir a sobrevivência do grupo.

j) O papel da religião – Para a maioria dos jovens socialmente carentes, a religião ocupava o espaço da lei, de ordem, de proteção, possibilitava o estabelecimento de laços sociais e concretizava o sentimento de pertencer.

k) Forte relação com a mãe – No discurso do adolescente, é possível reconhecer uma espécie de culto à figura materna: um amor incondicional, gratidão, desejo de ser motivo de seu orgulho.

l) Ausência da figura paterna – Na maioria das vezes, a figura do pai se encontra ausente. O adolescente expressa a ausência paterna, mas também o desejo de aproximação.

m) Percepção da cidadania como conceito abstrato – A cidadania é percebida como desvinculada do dia a dia.





A educação, embasada no conhecimento espírita e na moral evangélica assegura, sem sombra de dúvida, o pleno aproveitamento da existência terrena porque direciona os passos da criatura humana para as conquistas dos bens do Espírito.

Quantos dissabores futuros poupa àqueles a quem beneficiou desde a primeira infância, pois o homem, educado à luz dos conhecimentos espíritas, obterá de sua experiência no corpo de carne os melhores resultados para o seu progresso.

Indubitavelmente, a época mais propícia para a educação do Espírito reencarnado é a da infância e a da adolescência. É nesse período do desenvolvimento humano que a educação atua com maior eficiência e deixa, indeléveis, as suas marcas.

(Federação Espírita Brasileira .O que é Evangelização. FEB: Brasília, 1987)











































POR QUE E PARA QUE EDUCAR?





Quando pensamos em realizar uma tarefa da importância da Educação, acodem à nossa mente duas questões fundamentais: por que e para que educar.

A primeira questão, por suas evidências, dispensa maiores comentários.

A segunda, todavia, envolve as mais sérias implicações de ordem filosófica e sua abrangência está irreversivelmente ligada a essas implicações, entre as quais avulta o conceito que se faz daquele que se educa. Quem é o educando? Como defini-lo, como entendê-lo e como situá-lo no processo educativo?



As respostas a essas perguntas são decisivas, pois, dependendo da concepção filosófica que se tem do ser, objeto da Educação, é que se podem definir os fins educativos que nortearão os procedimentos necessários à consecução desses mesmos fins.



De acordo com a filosofia espírita, temos:



“O educando é um ser espiritual, criado por Deus, que ora vive no plano do espírito, ora respira num corpo material. Suas tendências e inclinações procedem dele próprio e constituem conquistas acumuladas ao longo de sua caminhada evolutiva. Seu destino é toda a perfeição de que é suscetível e, para isso, conta com o tempo necessário, pois que seu esforço de aperfeiçoamento não se circunscreve a apenas uma existência terrena. No corpo e fora dele, na vida de Espírito, prosseguem o seu aperfeiçoamento e a sua caminhada na conquista da felicidade. O céu e o inferno são problemas de Consciência que ele vai resolvendo `a medida que evolui..”



Com base nesses conceitos de educando, a Educação formula seus fins que visam, acima de tudo, ao seu progresso espiritual, oferecendo-lhe o conhecimento de sua origem e de sua destinação, uma destinação que transpõe os estreitos limites de uma existência terrena ou de uma felicidade reduzida à contemplação terrena, num céu a que muitos de seus entes queridos não têm acesso.



O educando terá suas vistas voltadas para a felicidade que irá conquistar, seguramente, pelo concurso do tempo e de novas oportunidades que lhe serão concedidas por leis sábias emanadas de Deus, Pai e Criador de todos e de tudo.



Essa Educação, que considera o educando em trânsito pelo Mundo, com um passado que se perde na esteira do tempo e um futuro que não consegue descortinar com precisão, alarga os seus horizontes e dilata os seus limites, fixando seus fins acima de quaisquer interesses imediatistas. É a Educação na visão Espírita: ampla, profunda, nitidamente espiritual e, indiscutivelmente, religiosa.















. A EVANGELIZAÇÃO ESPÍRITA





O trabalho de Evangelização Espírita visa oferecer às crianças e aos jovens os conhecimentos trazidos por Jesus e os que a este complementam, ditados pelos Espíritos e codificados por Allan Kardec sob a denominação de Espiritismo.



Com esses ensinamentos, ensinamentos, aliás, que formam a síntese das informações que nos levarão à felicidade verdadeira, procuramos atingir os objetivos gerais do próprio trabalho, que é a integração do educando consigo mesmo, com o próximo e com Deus.



RAZÃO E ABRANGÊNCIA DO CURRÍCULO DIJ-FEB

ESCOLHA DA METODOLOGIA DE ENSINO



Na parte referente às experiências de aprendizagem, que constituem o ponto alto de todo o trabalho educacional, o Currículo proposto pelo DIJ-FEB diz: “Experiências de aprendizagem são situações simuladas que se planejam com o fim de favorecer a aprendizagem.” Portanto, nas experiências de aprendizagem, a ênfase é dada a situações práticas que favoreçam ao educando a associação natural dos conhecimentos adquiridos com aquelas que a vida lhe apresenta.



No caso de crianças e jovens socialmente carentes, o que precisa e deve ser diferente são os procedimentos didáticos, as técnicas, os recursos empregados, as situações de aprendizagem propostas.



Reencarnação, livre-arbítrio, lei de causa e efeito são temas perfeitamente compreensíveis pelas crianças socialmente carentes (8 ou 9 anos em diante), e constituem, para essas crianças, conhecimentos dos mais valiosos no sentido de as ajudar a aceitar, sem maior revolta, a problemática de suas vidas. (...) O que diferencia o trabalho de evangelização junto essas crianças , o que o caracteriza, por assim dizer, é a necessidade de uma série de outros atendimentos paralelos a esse, aliados a uma maior doação no trato afetivo que lhe é dispensado.



O problema não está nos programas de ensino disponíveis, a serem desenvolvidos, mas na forma como são desenvolvidos. É uma questão de metodologia...







CURRÍCULO





Essencialmente, o currículo é um plano geral de aprendizagem envolvendo, principalmente, as diretrizes norteadoras, os conteúdos e os tipos de experiências a serem vivenciadas pelos agentes da evangelização.

O currículo deve levar em conta:

• o EVANGELIZANDO, quanto às suas possibilidades e aspirações;

• o MEIO , quanto à sua historicidade, sua cultura, suas possibilidades, suas exigências de trabalho.

Reconhecendo a necessidade e a importância da UNIFICAÇÃO, foi adotado, na evangelização, o currículo sugerido pela Federação Espírita Brasileira, com as devidas adaptações à nossa realidade.





O processo curricular considerado na evangelização infantil é desenvolvido através de ciclos:



MATERNAL 03 e 04 anos

JARDIM 05 e 06 anos

1o CICLO 07 e 08 anos

2o CICLO 09 e 10 anos

3o CICLO 11 e 12 anos



UNIDADE* CICLOS

maternal jardim 1o ciclo 2o ciclo 3o ciclo

I - DEUS X X X X X

II - PRECE X X X X

III - ANTECEDENTES DO CRISTIANISMO X X X

IV - O CRISTIANISMO X X X X

V - O ESPIRITISMO X X X X

VI - CONDUTA ESPÍRITA X X X X X

VII - O MOVIMENTO ESPÍRITA X X

* Currículo original





MÓDULO* CICLOS

maternal jardim 1o ciclo 2o ciclo 3o ciclo

I – O ESPIRITISMO - A criação Divina

- A Ligação do homem com Deus

- Bases do Espiritismo X X X X X

II – O CRISTIANISMO - Antecedentes históricos

- Jesus e sua Doutrina

- Jesus e Kardec X X X X X

III – CONDUTA ESPÍRITA – VIVÊNCIA EVANGÉLICA - O auto-aperfeiçoamento

- Relações familiares

- Relações sociais

- Relações do homem com a natureza X X X X X

IV – MOVIMENTO ESPÍRITA -Espiritismo e Movimento Espírita

- A organização do Movimento Espírita X X X X X

* Currículo de 1998



As unidades de estudo foram distribuídas pelos ciclos, obedecendo a um critério baseado na observação dos interesses e desenvolvimento das crianças que integram esses ciclos. Ficando evidente a necessidade de flexibilidade de aplicação dos conteúdos que constituem essas unidades, de acordo com os níveis sócio-econômico e culturais de cada região.









CICLOS (1982) CICLOS (1998)



PRÉ - JUVENTUDE - 13 e 14 anos 1º CICLO – JUVENTUDE – 13 e 14

1o CICLO - 15 a 17 anos 2º CICLO – JUVENTUDE – 15 a 17

2o CICLO - 18 a 21 anos 3º CICLO – JUVENTUDE – 18 a 21



UNIDADES MÓDULO



I - DEUS I – O ESPIRITISMO

II - PRECE II – O CRISTIANISMO

III - ANTECEDENTES DO CRISTIANISMO III – CONDUTA ESPÍRITA – IV - O CRISTIANISMO VIVÊNCIA EVANGÉLICA

V - O ESPIRITISMO IV – MOVIMENTO ESPÍRITA

VI - CONDUTA ESPÍRITA

VII - O MOVIMENTO ESPÍRITA (TEMAS LIVRES – FLEXIBILIDADE )















P L A N E J A M E N T O





ELEMENTOS DA DIDÁTICA APLICADOS À EVANGELIZAÇÃO INFANTO-JUVENIL___



01 - EVANGELIZANDO - Ser humano em aprendizagem.



02 – EVANGELIZADOR / COORDENADOR - Elemento incentivador, orientador e avaliador da aprendizagem.



03 - CONTEÚDO - Mensagem que se vai levar ao grupo.

Na Evangelização Espírita a mensagem é sempre a Doutrina Espírita em seu tríplice aspecto: filosofia, ciência e religião ou temas atuais observados à luz dessa Doutrina.

Os conteúdos devem ter uma seqüência lógica, estar ordenados de acordo com a sua complexidade e formar pré-requisitos para aprendizados posteriores, integrando-se entre si.



04 – OBJETIVOS - É o fim que se almeja alcançar, imediatamente ou mediatamente, através da evangelização.





05 - PROCEDIMENTOS DE ENSINO

Esse item refere-se a “como ensinar”.

É a descrição das tarefas a serem realizadas tanto pelo evangelizador quanto pelo evangelizando.



06 - AVALIAÇÃO

Processo utilizado para verificar se os objetivos estão sendo alcançados.

Serve como um meio para que o evangelizador identifique os problemas e decida como resolvê-los em um novo planejamento.

A avaliação deve ser feita de maneira contínua durante todo o processo de evangelização.

Não somente a aprendizagem do evangelizando deverá ser avaliada, mas também os demais elementos didáticos.





REQUISITOS PARA UM BOM PLANEJAMENTO







Ao preparar uma aula é necessário que o evangelizador esteja informado e considere:



• o tempo de duração da reunião;

• o espaço físico;

• o grupo :- quantidade de jovens e suas características;

• o conhecimento sobre o tema a ser estudado;

• domínio sobre a técnica ou dinâmica a ser utilizada;

• prévia elaboração de recursos para compor a técnica.







ESTRUTURAÇÃO





Na estruturação o evangelizador utilizando os dados já obtidos, faz uma previsão de todas as etapas da reunião, com descrição sucinta de todos os passos a serem seguidos, com o tempo de duração.



1 - LEITURA E PRECE INICIAL - ........minutos

2 - INTRODUÇÃO....................minutos

3 - DESENVOLVIMENTO DO CONTEÚDO..........minutos

4 - AVALIAÇÃO...........minutos

5 - ENCERRAMENTO..........minutos

6 - PRECE FINAL............minutos



Todo e qualquer plano de aula deve ser elaborado de tal maneira que possa ser adaptado caso ocorra algum imprevisto antes ou durante a aula (poucos participantes, tempo insuficiente, etc).

























PLANEJAMENTO DE AULA



Por Que Planejar?



• Quem planeja, se prepara; quem se prepara, não se perde e não precisa improvisar durante a aula;

• Planejamento exige estudo e conhecimento da Doutrina Espírita; quem planeja se preocupa em ensinar Espiritismo, e não em partilhar seu “achismo”;

• Pouquíssimas pessoas têm talento ou habilidade para trabalhar de improviso com sucesso; portanto, planeje sua aula cuidadosamente para que ela realmente alcance os objetivos desejados;

• Seu plano de aula de hoje registrado, pode servir de fonte de inspiração para você (e outros evangelizadores) no planejamento de amanhã ,



Que Pontos Devem Ser Incluídos em um Plano de Aula?



• Identificação do Ciclo, nome dos evangelizadores, data da aula.

• Assunto (Módulo, Unidade, Subunidade);

• Objetivos da aula;

• Técnicas, recursos e materiais que serão utilizados;

• Procedimentos (roteiro da aula contendo o passo-a-passo das atividades);

• Referências bibliográficas (obras consultadas / estudadas para a preparação da aula).





Que Perguntas Precisamos Fazer ao Planejar uma Aula?



1. Qual o tema a ser trabalhado? (defina o assunto; isso vale mais para as aulas de Tema Livre, já que a maioria dos temas já estão definidos no Currículo de cada ciclo)

2. Quais aspectos deste tema irei trabalhar? (defina os pontos específicos a serem abordados – é neste momento que o evangelizador define a profundidade da aula)

3. O que quero que meus evangelizandos aprendam sobre este tema através desta aula? (como a aula vai agir sobre a visão que eles têm do assunto?)

4. O que diz a Doutrina Espírita sobre o tema, no que diz respeito aos aspectos que desejo trabalhar? (pesquisar referências – primeiramente as obras básicas, depois outras obras aprovadas pela FEB)

5. O que meus evangelizandos já sabem sobre o tema? (conhecimento anterior – doutrinário ou não; este item não aparece no plano de aula, mas todo o planejamento da aula é feito levando-o em consideração)

6. Como vou trabalhar esse tema? (que técnicas vou usar – exposição narrativa, exposição dialogada, trabalho em grupo, leitura e interpretação de textos, etc.)

7. Que recursos vou utilizar? (cartazes, dobraduras, textos, colagem, pintura, desenho, palavras cruzadas, dinâmica de grupo, jogo, brincadeira, questionário, etc.)

8. Como vou introduzir o tema? (como tocar no assunto levando os evangelizandos a querer falar e saber mais sobre o mesmo?)

9. Como estruturar a aula? (procedimentos – em que ordem vou organizar os pontos específicos; como vou iniciar, desenvolver e fechar a aula?)

Pontos-Chave para um Bom Planejamento de Aula:



Objetivos:

• Os objetivos devem sempre ser explicitados no início do planejamento, para que o evangelizador tenha-os sempre em mente ao pensar nos demais aspectos do plano de aula;

• Sem objetivos claros, bem definidos, o evangelizador será incapaz de responder às perguntas acima e, conseqüentemente, terá grandes dificuldades para planejar sua aula;

• Objetivos claros e realistas são pontos de referência para o evangelizador avaliar se a aula foi bem-sucedida ou não;

• Os objetivos devem ser definidos do ponto de vista do evangelizando, isto é, deve ser levado em consideração o que se deseja que o evangelizando possa alcançar através daquela aula.



Flexibilidade:

• Um plano de aula deve ser um roteiro bem claro e coerente, tendo em vista os objetivos desejados, porém não deve servir de algema para o evangelizador;

• O evangelizador deve ter o bom senso de avaliar, caso as circunstâncias se apresentem durante a aula, se é o caso de se afastar um pouco do roteiro previsto, adaptando as técnicas, os recursos, ou até mesmo a profundidade do tema sendo tratado;

• Essa flexibilidade só será possível se o evangelizador tiver em mente os objetivos da aula o tempo todo, pois só saberá improvisar / adaptar com êxito se o fizer com vistas a alcançar os objetivos previamente propostos;

• Caso o evangelizador perca de vista os objetivos da aula, o que certamente acontecerá é a perda de rumo na aula, o que não deve ser confundido com flexibilidade.

Variedade:

• Se o evangelizador apresentar sua aula sempre do mesmo jeito (mesmos recursos, mesmo tipo de abordagem, mesmas técnicas, etc.), o resultado mais cedo ou mais tarde será o mesmo: os alunos vão se encher, se distrair ou dormir, pois o nível de atenção vai cair;

• Não há necessidade de criar técnicas mirabolantes ou recursos ultra-criativos em todas as aulas para torná-las interessantes — a questão é alternar técnicas e recursos, para que a repetição não torne o tema (e a aula) — cansativos;

• A variedade é necessária, pois existem diferentes tipos de pessoas, que trazem

• diferentes canais de recepção para o aprendizado, como podemos ver a seguir.











Os Evangelizandos:

• Existem os visuais (que adoram ver cartazes, desenhos, figuras), os auditivos (que preferem ouvir histórias, música, sons), e os cinestésicos (que gostam de sentir, ou fazer o que estão aprendendo: colagem, dobradura, modelagem de massa, dramatização);

• As crianças exigem linguagem simples e direta, e os temas devem ser apresentados através de conceitos simples e concretos; no caso delas, a questão é falar pouco e mostrar muito;

• Os pré-adolescentes já conseguem concentrar-se por mais tempo, e são capazes de trabalhar com conceitos mais abstratos; ainda assim, deve-se “dosar” na explanação e na densidade do tema tratado;

• Com os adolescentes já podemos trabalhar mais profundamente os temas e seus desdobramentos para a vida (eles já têm uma noção bem maior de causa e efeito), mas a densidade de conteúdo não deve prescindir da variedade na apresentação, de modo a evitar o tédio.

• Há ainda os aspectos biopsicossociais de cada faixa etária a serem levados em consideração, e existe vasta literatura a disposição para aprofundamento no meio espírita (vide Bibliografia Sugerida).



Bibliografia Sugerida:



ALVES, Walter Oliveira. Educação do Espírito. Introdução à Pedagogia Espírita. IDE: 1998.

_____. Introdução ao Estudo da Pedagogia Espírita. IDE: 2000.

_____. Prática Pedagógica na Evangelização. Conteúdo e Metodologia. Volumes 1 e 2. IDE: 1998 e 2001.

AUTORES DIVERSOS. Curso de Preparação para Evangelizador Infanto-Juvenil. Editora Aliança: 2001.

INCONTRI, Dora. A Educação da Nova Era. Editora Comenius: 1998.

_____. A Educação Segundo o Espiritismo. FEESP: 1997.

ROCHA, Cecília & Equipe. Currículo para as Escolas de Evangelização Espírita Infanto-Juvenil. FEB:1998



































PROCEDIMENTOS DIDÁTICOS





Dentro dos Procedimentos Didáticos iremos estudar as técnicas, os jogos e os recursos didáticos.



TÉCNICAS DIDÁTICAS



Constituem o instrumental para alcançar os objetivos da evangelização.

"O amor é o eterno fundamento da educação" (Pestalozzi), portanto, é necessário a predominância do amor no emprego das técnicas educacionais.

Um mínimo de capacitação em técnicas de ensino e em recursos didáticos é imprescindível ao evangelizador, para que a mensagem que pretende transmitir aos evangelizandos possam a estes chegar de maneira agradável, participativa, dinâmica e eficiente.

Algumas das técnicas que podemos utilizar na evangelização infantil são:

• Cochicho caso-problema

• pergunta circular dramatização

• tempestade cerebral grupos de estudo

• painéis expositivos, etc.



JOGOS DIDÁTICOS



Várias são as definições de jogo: atividade física ou mental baseada em um sistema de regras que definem a perda ou ganho; passatempo, distração, divertimento, manha, astúcia; etc.

De uma forma ou de outra, podemos identificar em um jogo: procedimentos, regras, participantes, informações, movimentos, divertimento, proveito, ânimo.Os objetivos de um jogo didático são:



• avaliar conhecimento doutrinário

• fixar conteúdo doutrinário

• auxiliar a identificar comportamentos

• avaliar mudanças de comportamento

• promover a integração.



# Jogos Cooperativos e Jogos Competitivos



Observa-se a crescente preocupação dos educadores e evangelizadores em incentivar e desenvolver na criança e no jovem o espírito de cooperação, de participação num ambiente social, exigindo a transformação profunda no estilo de se trabalhar em grupo.

Há muito que os jogos são utilizados na tarefa de evangelização, mas a maioria deles é competitivo.

O conceito de jogos cooperativos teve início com Terry Orlick, pesquisador canadense que, a partir de estudos iniciados nos anos 70, desenvolveu o princípio destas atividades físicas cujos elementos primordiais são: a cooperação, a aceitação, o envolvimento e a diversão.

Orlick questionou as regras dos jogos tradicionais e adaptou-os para transformá-los em jogos cooperativos. Neles o confronto é eliminado e joga-se uns COM os outros, ao invés de uns CONTRA outros. A comunicação e a criatividade são estimuladas para se alcançar um objetivo comum.

Nos jogos cooperativos existe cooperação, que significa agir em conjunto para superar um desafio ou alcançar uma meta, enquanto que nos jogos competitivos, cada pessoa ou time tenta atingir um objetivo melhor do que o outro. Ex.: marcar gols, cumprir um percurso em menor tempo, etc.

O quadro abaixo nos dá uma idéia das principais características dos dois tipos de jogos.



JOGOS COOPERATIVOS JOGOS COMPETITIVOS

Visão de que "tem para todos" Visão de que "só tem para uns"

Objetivos comuns Objetivos exclusivos

Ganhar COM o outro Ganhar DO outro

Jogar COM Jogar CONTRA

Descontração Tensão

A vitória é compartilhada A vitória é somente para alguns



As atividades que privilegiam os aspectos cooperativos são importantes por contribuírem para o desenvolvimento do sentido de pertencer a um grupo, para a formação de pessoas conscientes de sua responsabilidade social, pois trabalham respeito, fraternidade e solidariedade de forma lúdica e altamente compensatória, levando a perceber a interdependência entre todas as criaturas. Nelas, ninguém perde, ninguém é isolado ou rejeitado porque falhou. Quando há cooperação todos ganham, baseados num sistema de ajuda mútua.

Os jogos competitivos, por sua vez, também têm seu papel educacional, quando nos ensinam a lidar com a competitividade existente dentro de nós. Compreender a competição e as emoções relacionadas a ela num ambiente assistido, no espaço da aprendizagem, é uma oportunidade para que as crianças passem a lidar com a realidade do mundo competitivo de maneira mais serena e equilibrada. Afinal, a competição pode gerar diversos conflitos e emoções desagradáveis. Pode levar à comparação, frustração, ao sentimento de vitória ou de derrota, à exclusão, e as situações de aula, quando bem encaminhadas, podem contribuir para ajustar a percepção destes momentos à sua verdadeira dimensão íntima, visando o equilíbrio. No ambiente competitivo bem administrado também estão presentes a necessidade do respeito, a superação de limites e a amizade.



Apêndice: Sobre a competição

(Extraído do livro "O Tao da Educação: A filosofia oriental na escola ocidental", de Luzia Mara Silva Lima, Ed. Ágora.)

Quando saudável, a competição pode permitir que uma pessoa chegue a um desempenho que dificilmente conseguiria alcançar sem a contraposição de outra. A competição torna-se prejudicial quando há a tentativa de trapacear, quando há um gasto excessivo de energia para ganhar ou, ainda, quando representa a diminuição do adversário. Do contrário, ela pode ser altamente positiva, preparando a pessoa inclusive para a competitividade da própria vida, às vezes expressa pela chamada "seleção natural". Assim, a presença do outro em situações de comparação e disputa pode levar a um significativo aprimoramento cognitivo, afetivo, motor e social:

A presença de um parceiro do outro lado da quadra convoca-me a ser veloz, coordenado, resistente e estratégico, o que já não acontece se me confronto com uma parede. (...) Ocasionalmente, o jogo vai além da mera competição. O jogo adquire uma qualidade que transcende o nível do ganhar ou perder. Essa é uma experiência muito próxima da mística. A excitação do jogo, o clima psicológico, o drama, a luta, as grandes realizações dos contendores transformam a experiência num momento espiritual.



RECURSOS DIDÁTICOS

São os materiais utilizados para auxiliar a aprendizagem e a fixação do conteúdo.



Importância



Modernos estudos dentro da Psicologia comprovam que o raciocínio da criança progride das etapas de concretização para as de abstração, e que a aprendizagem se faz mais eficazmente quando apoiada pelos recursos concretos, que auxiliam os esquemas mentais elaborados pelos evangelizandos.



Os tarefeiros da evangelização espírita não devem ignorar a importância dos recursos didáticos, uma vez que sua utilização é sempre recomendável e possível visto que qualquer coisa pode se converter num tipo de recurso.



Utilização



Os recursos didáticos devem ser utilizados quando:

• conteúdo tratado for desconhecido do evangelizando;

• o assunto contenha idéias abstratas passíveis de representação;

• houver desinteresse por parte da turma;

• houver necessidade de se ressaltar um tema.



ATENÇÃO !

A utilização excessiva de materiais didáticos pode ser tão desastrosa quanto a escassez destes, pois, em presença de um grande número de estímulos, a atenção do evangelizando pode se desviar do conteúdo para os recursos utilizados, perdendo-se o seu objetivo, que é facilitar a aprendizagem. Todo recurso deve ser utilizado no momento certo, estrategicamente, para então, desempenhar o papel que lhe compete no processo educativo.

Na escolha do recurso didático a ser utilizado deve ser levado em consideração a faixa etária dos evangelizandos, o assunto a ser tratado e a oportunidade de sua aplicação.

Se não forem observadas as recomendações acima, corre-se o risco de utilização do recursos inadequado que não cumprirá sua função.



TIPOS:

Ambientais



É o próprio local onde se dá a evangelização.

O ambiente deve ser agradável, inspirando organização, limpeza, tranqüilidade, de forma que o evangelizando sinta um bem-estar, que o deixe apto para a aprendizagem.



Humanos



As pessoas envolvidas na tarefa de evangelização constituem precioso recurso. Tanto o evangelizador quanto os próprios colegas da evangelização , influenciam o evangelizando das formas mais variadas. Daí a necessidade de o evangelizador cuidar de seu próprio comportamento, bem como daqueles que estão sob sua responsabilidade, procurando desenvolver em si , as virtudes que fazem de uma pessoa um exemplo digno de seguir-se.

Os recursos humanos compõem-se também de expositores, entrevistadores e entrevistados, e muitos outros nas pessoas de companheiros especialmente chamados para tal.



Reais



São todos os objetos de uso direto, que não constituem representações, tais como plantas, animais, brinquedos, pedras, livros, instrumentos variados.



De Representação



Existem em grande número e nas mais variadas formas:

Quadro de giz ; álbum seriado; fotografias; flanelógrafo; máscaras; cartazes; textos; gravuras; filmes; carimbos; cineminha; transparências; murais; quadro de pregas; massinha de modelar; cartaz de pregas; palavras cruzadas; varal didático; fantoches; pinturas; caça-palavras; figuras plastificadas e muitos outros mais que a imaginação inventar!



NÍVEIS DE APRENDIZAGEM



Quando o assunto é nível de aprendizagem, palestras e aulas expositivas estão na lanterninha dos métodos educacionais.

Notícia publicada pela Revista NOVA ESCOLA, Edição de Novembro/2000, revela o resultado de um interessante estudo realizado pelo NTL Institute for Applied Behavioral Science, especializado em comportamento humano.

Pessoas aprendem melhor através de exercícios práticos, atividades lúdicas e dinâmicas de grupo. O uso de métodos audiovisuais chega a ser quatro vezes mais eficiente do que as palestras. Discussões em grupo são dez vezes mais eficientes.

Os índices referem-se à quantidade de informações retidas em relação ao conteúdo abordado.

"Aprendemos mais quando somos levados a refletir e a estabelecer relações", diz o professor Sérgio Leite, do Departamento de Psicologia Educacional da Unicamp.





LEMBRE-SE: Quando os recursos falharem, a criatividade, a capacidade de improvisação do evangelizador devem ser maiores que a dificuldade, contornando os obstáculos de maneira a conduzir a atenção do evangelizando para o conteúdo em estudo.

Os recursos não são descartáveis, por isso, o evangelizador deve procurar organizar e guardá-los para que possam ser reutilizados.

LITERATURA INFANTIL





A HISTÓRIA faz parte da cultura de todos os povos.

Conhecida como um dos mais eficazes meios de se transmitir conhecimento, foi largamente utilizada pelo Cristo através de suas Parábolas.

Através dela, chega aos corações dos homens conhecimentos, condutas, valores que lhe enriquecem a alma. Ao deparar com situações semelhantes, o homem relembra, inconscientemente, a atitude / resposta que ouviu na História, tendendo a repeti-la.

Na Evangelização Infantil, o Evangelizador tem a responsabilidade de transmitir à criança o conteúdo Evangélico-Doutrinário.

A História entra como ferramenta riquíssima, como condutora dos valores morais cristãos e do conhecimento espírita.

Somos responsáveis pelo conteúdo da História que escolhemos. Saibamos escolher com maturidade e senso crítico aqueles que tocarão tão profundamente os corações infantis.







A LITERATURA NA EVANGELIZAÇÃO INFANTIL



Quando alguém se propõe a analisar o papel da literatura na Escola de Evangelização, não pode fazê-lo separadamente. Ela é parte de um sistema; o sistema é ensino-aprendizagem e como tal, não é um fim em si mesma, é apenas um meio, um recurso.

Em primeiro lugar é preciso colocar-se o objetivo maior do trabalho, aquele que será alcançado não em apenas um ano de atividades, mas numa integração de vários anos. Deseja que os freqüentadores das Escolas de Evangelização discriminem os princípios básicos da Doutrina Espírita e organizem um sistema de vida à luz desses princípios, com base nos ensinamentos evangélicos. Em outras palavras, preparem-se para a vivência da Doutrina.

Se atingiremos ou não esse objetivo, só o saberemos a partir da observação constante e sistemática de tais crianças, na Escola de Evangelização, no lar, na comunidade e, mais tarde, por aquilo que sua vida nos revelar.

Partindo-se desse objetivo justifica-se o papel da Literatura neste trabalho, sempre de acordo com o interesse da criança.

Eis porque se considera a Literatura apenas um meio, que dependerá do objetivo de cada aula, dos interesses daqueles com quem se trabalha; de suas necessidades; da adequação ao assunto, ao meio ambiente, às condições do evangelizador e dos evangelizandos e de suas experiências.



A ESCOLHA DA HISTÓRIA INFANTIL



Alguns critérios precisam ser usados a fim de se escolher apropriadamente a História infantil que melhor se adeqüe à nossa aula, tais como:



Levar em consideração o objetivo da aula - Qual o tema da aula? qual seu objetivo? Apenas com esses dados em mãos escolheremos satisfatoriamente a História.

A prévia análise nos possibilitará a retirada ou adaptação de detalhes que fujam do objetivo da aula, ou que possam conduzir a criança a conceitos errôneos sob o tema em enfoque.

Ser totalmente doutrinária - A pureza doutrinária será preservada se cada um de nós se predispuser, em seu campo de ação, a utilizar seu senso crítico.

A História infantil, não obstante bela, pode induzir quem a escuta a conceitos errôneos. A rigidez na análise da História Infantil, impedindo-se a divulgação de conceitos doutrinariamente errôneos deve ser considerada como imprescindível pelo contador da História. Pontos dúbios, errôneos devem ser evitados através da adaptação da História.



Se os erros doutrinários não puderem ser retirados sem o comprometimento da própria História, então esta deve ser abandonada, escolhendo-se outra em seu lugar



Levar em consideração as características das crianças - A História, para ser bem absorvida, compreendida e explorada deve ser escolhida com base nas características da criança, seu grau de escolaridade, idade, maturidade, grau de alfabetização, motivação pelo tema, além das características sócio-culturais do meio em que vive.



Se necessário, adaptemos o vocabulário àquele conhecido da criança, não abrindo mão de enriquecê-lo.

Observar o ambiente em que será contada - Quantas crianças há? Qual o tamanho da sala? Há áreas livres? Está muito quente ou muito frio? As crianças estão bem? O prévio trabalho de analise da História poderá ser desperdiçado se, ao a contarmos, não propiciarmos à criança meios de absorvê-la bem. Se necessário, utilizemos recursos de apoio, tais como gravuras, slides, “cineminha”, colocar as crianças sentadas no chão, levar para baixo de uma árvore, arredar móveis, etc.







O CONTADOR DE HISTÓRIAS





Cuidados ao se escolher uma História:



• Conhecer o tema da aula

• Ser espírita

• Ter em mente os objetivos que deseja alcançar

• Analisar a História em seu aspecto moral, doutrinário, recreativo.

• Conhecer o ambiente, o tempo disponível, a criança, a cultura local.



A preparação do contador:



• Saber bem a História

• Preparar o material ilustrativo

• Adaptá-la, se necessário, modificando palavras, encurtando-a.

• Experimentar contar antes a História

• Explicar ás crianças, quando necessário, o significado das palavras chaves à compreensão

• Incentivá-las para a História



Ao contar a História, o evangelizador precisa:



• Conhecer o enredo com toda a segurança

• Ter confiança em si mesmo

• Narrar com naturalidade, sem afetação

• Ser comedido nos gestos

• Evitar tiques, cacoetes, estribilhos

• Dispensar atenção a todos

• Falar com voz agradável

• Sentir a História

• Utilizar linguagem adequada, correta

• Seguir a seqüência regular da História

• Explorar corretamente o elemento fantasia, de modo a não criar confusões na mente infantil, estabelecendo conceitos errôneos.





A ficção e a fantasia não devem entrar quando a intenção é usar princípios doutrinários.





A ADAPTAÇÃO DE UMA HISTÓRIA INFANTIL



Quanto ao conteúdo:

• Eliminar tudo o que não concorra para aumentar o seu valor

• Retirar aspectos anti-doutrinários

• Incluir diálogos ou acontecimentos que facilitem a compreensão do tema

Quanto à extensão:

História longa:

• Resumir as explicações preliminares, suprimir digressões, diminuir os personagens, evidenciando as ações do personagem principal.

• Elimina-se alguns fatos, verificando-se os indispensáveis.

• História muito curta:.

• Amplia-se, obedecendo-se uma seqüência lógica de eventos e eliminando ocorrências que vão de encontro aos princípios doutrinários, mantendo a seqüência lógica dos assuntos.





EDUCAÇÃO ESPÍRITA







“O Espiritismo apanhou o homem em plena vida, no ardor das paixões, na força dos preconceitos e, se nestas circunstâncias operou prodígio, o que não fará quando o apanhar no berço, virgem de impressões danosas? Quando nutrido com a caridade e acalentado pela fraternidade desde a mais tenra idade? Quando, enfim, uma geração inteira tiver sido educada e fortalecida por idéias que a razão, desenvolvendo-se, fortalecerá em vez de repelir?”







Allan Kardec, em “Obras Póstumas”, cap. “O Egoísmo e o Orgulho”.






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